segunda-feira, 31 de outubro de 2011

MASTER LEVEL PROVENCE - CURSO EM BELO HORIZONTE-MG

A Associação Brasileira de Sommeliers-Minas Gerais estará realizando neste mês de novembro, nos dias 05, 19 e 26, o Curso Master Level Provence, conduzido pela instrutora Jeanne Marioton, utilizando material de apoio  didático da French Wine Society e apoio da CIVP - Conseil Interprofessionel des Vins de Provence. Aos participantes a ABS-MG expedirá certificado correspondente.

Pelo nível do curso, haverá a abordagem de todas as regiões produtoras da Provence e as características dos vinhos de cada uma delas. 

PROGRAMAÇÃO - três sábados - das 9 à 13 h / das 14 às 18h:

História da viticultura na Provence: da antiguidade até nossos dias.
As castas / práticas viticultoras e de vinificação - 4 vinhos degustados

Os vinhos produzidos - A região da Provence no mapa vinícola da França
Geologia / topografia / solos e clima - 4 vinhos degustados

A legislação - Rótulos / apelações. Dados comerciais – a ascensão do rose - 4 vinhos degustados.

O gosto da Provence e enogastronomia – Recapitulação - 4 vinhos degustados

Prova final / Escrita e degustativa.

Encerramento com coquetel. Entrega dos certificados de Master para aqueles que obtiverem 80/100 na prova de qualificação e de participação para aqueles que assistirem a todas as aulas do curso.

VALOR DA INSCRIÇÃO:

R$ 400,00 - incluindo apostila e os vinhos das degustações.
R$ 150,00- profissionais da área enogastronômica, estes deverão enviar currículo.

secretaria@sab

domingo, 30 de outubro de 2011

WORLD WINE AWARDS DA REVISTA DECANTER

Como relação muito esperada nos meios do vinho internacional, a afamada e respeitada revista especializada em vinhos, Decanter, selecionou e compôs sua classificação dos vencedores em seu ranking World Wine Awards. Todos esperam sair a lista dos ganhadores para iniciar um acalorado debate em torno das inconsistências das escolhas, muito compreensível pois vinho é uma bebida cuja escolha que depende de muitos fatores pessoais. Por outro lado, rankings nacionais e internacionais sempre apresentam tendências ligadas a interesses comerciais.

Existe uma máxima na imprensa de que sempre se deve chocar o leitor com algo que, embora bem baseado, fuja aos padrões correntes de opiniões.

Neste ano a controvércia maior ficou por conta da escolha como o grande ganhador do ano de um vinho tinto chinês, elaborado no estilo bordalês, no grupo tinto acima de 10 libras: He Lan Qing Xue, Jia Bei Lan, Ningxia, safra 2009.

Como postei dias atrás, a China vem crescendo e se destacando como produtor de vinhos. Desde 1979 a China vem atraindo investidores extrangeiros para implantar uma nova e moderna vitivinicultura no país. Nos dias atuais, uma das novas iniciativas envolve vinhedos irrigados na região de Shandong, formados com mudas importadas e com a assessoria de especialistas australianos.

Apesar da gritaria dos especialistas, mesmo sem ter degustado o He Lam Qing Xue, dou a ele meu voto de confiança apostando numa renovada composição da geografia vinícola mundial.

A título ilustrativo para comparações, dentre os agraciados com o International Trophy Profile, estavam nada mais, nada menos que:

Charles Heidsieck, Blanc des Millénaires, Champagne, France 1995

Terrazas de los Andes, Selection Torrontés, Salta, Argentina 2010

Vavasour, Sauvignon Blanc, Awatere Valley, Marlborough, New Zealand 2010

Evans & Tate, Redbrook Chardonnay, Margaret River, Western Australia 2008

Argyros Estate, French Oak-Fermented Assyrtiko, Santorini, Aegean Islands, Greece 201.

Piccini, Villa al Cortile, Brunello di Montalcino, Tuscany, Italy 2006

Bodegas Roda, Roda Reserva, Rioja Reserva, Spain 2006

Fritz Waßmer, Spätburgunder XXL Trocken, Baden, Germany 2009

Como escrevi, há uma geografia variada se expandindo em novas fronteiras vitivinícolas para enriquecer as taças dos enófilos de todas as preferências. 

sábado, 29 de outubro de 2011

SANJO - ESPUMANTE BRASILEIROS DE OLHOS PUXADOS

A Sanjo Cooperativa Agrícola de São Joaquim (Santa Catarina) é uma das maiores produtoras de maçãs do Brasil. A partir de 2002, passou a trabalhar também a produção de vinhos finos de altitude e saiu-se muito bem quando lançou sua linha varietal de Cabernet Sauvignon: Nobrese, colheita na data correta e sem passagem por barricas de madeira; Núbio, com leve maturação a mais e passagem de 50% em barricas de carvalho francês; e o Maestrale, com colheita mais tardia e passagem total em barricas francesas. Completou a linha com o Sauvignon Blanc e um vinho tranquilo rosé.

Consolidadas a marca e a boa imagem conseguida pelo top da linha, o Maestrale, a Vinícola Sanjo, está lançando o seu primeiro espumante, o Maestrale Brut Rosé, baseado no corte de três variedades de uvas. Elaborado pelo método champenoise, a mesma técnica artesanal de fermentação dos grandes champagnes, cada garrafa foi trabalhada para resultar em produto de sabor refinado.

As três castas básicas são a branca Chardonnay e as tintas Merlot e Cabernet Sauvignon, resultam em espumante com complexidade e sabor disntintivo. obtidas ao longo dos 20 meses em que as garrafas do vinho permaneceram nas caves, vinho em contato com as leveduras, delas recebendo ricvas notas aromáticas.

Com boca intensa e complexa o  Maestrale Brut Rosé pode ser servido como aperitivo, acompanhando canapés, frutos do mar, peixes e outros pratos de sabor leve e delicado. Deve ser servido bem refrescado, através do uiso de balde de gelo, chegando às taças a uma temperatura entre 6 e 8ºC.

( mais informações http://www.sanjo.com.br/ )

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

UCS-ICIF / PROGRAMAÇÃO DE CURSOS - INCRIÇÕES ABERTAS

CURSO TEMÁTICO: CULINÁRIA PERUANA

Inscrições on line somente até 2 de novembro de 2011 - INSCREVA-SE!

Aulas - De 29 de novembro a 2 de dezembro de 2011 (de terça a sexta-feira)
Horário: das 18h30min às 22h – Carga horária: 32 horas

Público-Alvo - Chefes de cozinha, cozinheiros, estudantes de gastronomia e hotelaria, profissionais da área.

Objetivo - Atualizar e qualificar as pessoas que trabalham no setor da restauração,
executando as técnicas e receitas típicas da cozinha peruana, ensinando os fatores históricos que
mais influenciaram a cultura peruana e a utilização dos produtos típicos do país.

Ministrante - Professor Bruno Faro

Investimento
Valor à vista: R$ 750,00 ou 1+1 R$ 380,00 sem hospedagem
Valor à vista: R$ 1.100,00 ou 1+1 R$ 560,00 com hospedagem incluída
(apartamento Standard, quarto simples, disponibilidade limitada).

Uniforme: cada aluno deverá trazer um avental de frente branco ou
jaleco e avental de cintura e calçado confortável e seguro.


CONFEITEIRO - CURSO AVANÇADO

Inscrições on line somente até 6 de novembro de 2011 - INSCREVA-SE!

Aulas -De 6 a 9 de dezembro de 2011

De terça a sexta-feira das 9h às 12h30min e das 13h30min às 17h – Carga horária: 32 horas

Investimento:
Valor à vista: R$ 750,00 ou 1+1 R$ 380,00 - sem hospedagem.
Valor à vista: R$ 1.100,00 ou 1+1 R$ 560,00 - com hospedagem inclusa
(apartamento Standard, quarto simples, disponibilidade limitada)

Uniforme:
Durante o curso o aluno deverá usar o seu próprio uniforme:
Toque blanche, calça de tecido branco; dólmã branco (casaca); avental de cintura branco e
tamancos de cozinheiro (antiderrapante).
Facas e utensílios: durante o curso o aluno deverá usar seu próprio estojo de facas e de utensílios.
É obrigatório que cada kit possua os seguintes itens:
Estojo de facas: 1 cutelo; 1 faca de legumes; 1 tesoura; 1 chaira; 1 faca de desossa;
1 faca de lâmina estreita 6"; 1 faca de pão; 1 garfo de churrasco; 1 faca de chef 8".
Estojo de utensílios: 1 pincel, 1 abridor de latas; 1 colher de silicone; 1 boleador de legumes;
2 colheres de arroz; 1 garfo de degustação; 1 faca de degustação; 1 ralador; 1 carretilha; 1 descascador de legumes;
1 abridor de garrafas; 1 fouet; 1 kit de aros com 7 peças; 1 espátula de chapa; 1 espátula de confeitaria.

Programa:
Bases com Creme Anglaise; Bavarois; Sorvetes
Creme manteiga; Creme brulée; Creme caramelo
Bases com Creme Patissier
Creme Chiboust (merengue italiano)
Creme Mousseline (manteiga)
Creme Legere (creme de leite batido)
Mousses
A base de Merengue Italiano
A base de Creme Patissiere
A base de Pâte à Bombe
Parfait
A base de Pâte à Bombe
A base de creme inglês
Granité
Sorbet (gelo seco)
Fool (sobremesa inglesa)
A base de Creme Fouettée
Soufflés gelado
A base de merengue italiano
Docinhos
Pasta de frutas
Fondant
Gianduia
Marshmallow
Balas de goma
Bombons de licor
Torrones
Caramelos de leite
Toffees
Frutas vidradas

CURSOS PARA GOURMET

PROCEDIMENTOS BÁSICOS DE COZINHA

Dias 18 e 19/11
Sexta-feira: das 18h30min. às 22h30min.
Sábado: das 9h às 12h30min e das 13h30min. às 17horas

Carga Horária: 12horas

Público-alvo : Pessoas interessadas em adquirir conhecimentos básicos e
técnicas de cozinha; iniciantes no mundo da gastronomia.

Ministrantes: Professores da Escola de Gastronomia

Investimento: R$ 210,00

Programa:
Breve teoria predominante na gastronomia
Demonstração dos diferentes tipos de cortes em legumes
Prática dos alunos nos cortes
Técnica de desossa com ave
Técnica de limpeza do file mignon
Molhos básicos
Caldos básicos
Molho para saladas

Apresentação de pratos com massa e com saladas

Uniforme: cada aluno deverá trazer um avental de frente branco ou
jaleco e avental de cintura e calçado confortável e seguro.

Vagas limitadas: Inscrições diretamente na Secretaria da Escola
pelos fones (54) 3292 - 1188 e 3292 - 3071 até o dia 06 de novembro

HARMONIZAÇÃO: A CARNE E O VINHO

Quinta-feira 15 de dezembro de 2011 – Horário: das 18h às 21h30min

Minicurso com emissão de Certificado oficial FISAR - Federação Italiana Sommeliers
para aprender as técnicas da harmonização das carnes com os vinhos.

Professor: Roberto Rabachino

Programa:
18h - A técnica da harmonização carne: equilíbrio entre os gostos
18h30min - As receitas de cinco pratos típicos
20h - Intervalo
20h15min - Da teoria a prática: Degustação guiada e harmonização de cinco pratos
21h30min - Fim do curso e entrega do certificado oficial FISAR

Investimento: R$ 145,00 – Vagas limitadas – inscrições diretamente
na Secretaria da Escola pelos fones 54 3292 1188 e 3292 3071
até dia 02 de novembro


ENOGRAFIA ITALIANA:OS VINHOS TRANQUILOS

Curso prático e aprofundado sobre vinhos italianos com degustação guiada de 14 vinhos autoctonos,
representando 14 diferentes regiões vitivinícolas de excelência italianas.

Emissão de certificado oficial FISAR em "Conhecedor de vinhos italianos".

Aula - Segunda e terça-feira, dias 12 e 13 de dezembro de 2011 das 18h30min às 22h
Carga horária: 3h30min

Ministrante - Roberto Rabachino

Programa :
12 de dezembro
18h30min - Noções sobre legislação dos vinhos italianos.
19h - Apresentação geral das regiões vitivinícolas italianas
19h30min - Intervalo
19h45min - As principais regiões vitivinícolas do Noroeste da Itália
Terroir, produtos e degustações dos vinhos italianos
22h - Encerramento

13 de dezembro
18h30min - As principais regiões vitivinícolas do centro da Itália
Terroir, produtos e degustação dos vinhos italianos
20h - Intervalo
20h15min - As principais regiões no sul da Itália e as Ilhas
Terroir, produtos e degustação dos vinhos italianos
22h - Fim do curso e entrega do certificado

Investimento: R$ 285,00 – Vagas limitadas – inscrições diretamente
na Secretaria da Escola pelos fones 54 3292 1188 e 3292 3071
até dia 02 de novembro

O VINHO ATRAVÉS DOS NOSSOS SENTIDOS

Aula - Quarta-feira 14 de dezembro de 2011 das 18h30min às 22h - Carga horária: 3h30min

Minicurso com emissão de Certificado oficial FISAR para aprender a degustar, reconhecer e
conservar os vinhos, com degustação didática no final de 10 vinhos.

Ministrantes - Roberto Rabachino e Mauro Cingolani

Programa :
18h30min - Conhecer e reconhecer os vinhos de qualidade
19h45min - A importância da temperatura de serviço dos vinhos e os segredos da conservação adequada dos vinhos.
20h15min - Intervalo
20h30min - Degustação guiada de 10 vinhos didáticos: Espumante Brut Branco charmat; espumante brut branco champenoise; espumante brut rosé; vinho branco em tanque de inox; vinho branco em barricas de carvalho; vinho rosé, vinho tinto jovem; vinho tinto estruturado; espumante doce branco; espumante doce rosé e vinho licoroso.
22h - Fim do curso e entrega do certificado oficial FISAR

investimento: R$ 125,00 – Vagas limitadas – inscrições diretamente na Secretaria da Escola pelos fones 54 3292 1188 e 3292 3071  - até dia 02 de novembro

Alessandra Argenta
Escola de Gastronomia UCS-ICIF
Av. Vindima, nº1000, - CEP:95270-000 - Flores da Cunha - RS
Fone/fax: 55 54 3292 1188 e/ou 3292 3071

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

MALVASIA DE CÃNDIA - UM BOM ESPUMANTE DA DON LAURINDO

A família das Malvasias apresenta-se com grande confusão através da inumeráveis variedades espalhadas por muitas regiões nas quais recebe denominações específicas.

A variedade Malvasia de Cândia é aceita como vinda originalmente da região ao redor do mar Egeu, em terras gregas, mais especificamente da cidade de Heraklion, conhecida pelos venezianos como Cândia. A denominação Malvasia é tida como derivada do nome da fortaleza veneziana Monemvasia, chamada Malvasia pelos italianos, localizada na costa da Lacônia. Esta praça de negócios teria feito as vezes de um centro de comercialização dos vinhos da região.

A Malvasia di Candia é uma variedade muito diferente da Malvasia Bianca e da Malvasia Cândida (Malmsey), esta última famosa pela utilização na elaboração dos vinhos fortificados da Ilha da Madeira.

Um exemplar da Malvasia de Cândia é o Espumante Don Laurindo Brut 2010, varietal desta casta, um vinho branco espumante elaborado pelo método tradicional (Champenoise), com 12% de graduação alcoólica. Produtor: Don Laurindo.

Um belo corpo cristalino de amarelo champanhe com reflexos sutis verdeais, perlage fino e intenso, persistente, formando uma coroa de espuma rente às bordas da taça. Movimento circulas vagaroso indicando bom corpo, Lágrimas intensas e medianamente gordas.

No olfato um vinho com toques vegetais e frutados, como flor de begônia e lixia, complexidade por conta de traços de uvas passas e noz. Trata-se de uma malvasia aromática.

Ataque de boca bem complexo devido às várias nuanças aromáticas, lembrando cítricos, pêssego, abacaxi e marmelo, gordo no preenchimento sobre a língua, acidez bem balanceada, gerando agradável frescor.

Final de boca longo e agradável, frescor persistente, sutil amargor próprio dos espumantes.

Acompanha bem, além de entradas, peixes, frutos do mar, pratos orientais, massas com molho branco e legumes e queijos leves. Ideal para abrir recepções acompanhando bem os tradicionais finger food.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

VINHOS - UM NEGÓCIO DA CHINA?

A região sino-siberiana da bacia do rio Amur e parte norte das ilhas japonesas formam o refúgio onde sobreviveu uma das três grandes famílias de videiras ao fugirem do berço original que foi a região polar norte quando este entrou em processo de queda livre para clima super frio. Estava conformada as famílias sino-asiáticas, as videiras amurensis, por exemplo.

Para o senhor ranzinza que acaba de arranjar os óculos sobre o nariz e estalou a língüa porque desconhece as outras duas, já vai a explicação: a família de videiras ampelídeas mais afetas ao clima seco, rumou para a Europa e foi ter seu refúgio final na região Armênia-Geórgia, arredores do monte Ararat e do Cáucaso, configurando as viníferas; a outra família de videiras ampelídeas aclimatadas ao clima úmido desceu pelo Canadá e costa leste do Atlântico, chegando até a Costa Rica, configurando as americanas. 

Desta forma a China sempre teve videiras, porem videiras inferiores às viníferas no emprego para elaboração de vinhos.

Conta a lenda que as primeiras sementes de viníferas foram trazidas da região do atual Uzbequistão (área com influência do berço armênio) pelo General Chang Chien ao redor de 128 a.C. e plantadas em Xinjiag. A partir deste evento outros foram acontecendo na da vitivinicultura histórica chinesa.

Mais recentemente, em 1892, o oficial governamental Zhang Bi Shi, retornando ao país, introduziu cerca de 150 castas viníferas e estabeleceu a Vinícola Chang Yu, em Yantai. Um cônsul austríaco era o vinhateiro. Alemães fundaram outra vinícola, Quingdao.

Bem mais recentemente, em 1949, houve expansão das vinícolas pelo governo central, mas os volumes dos vinhos eram aumentados pela adição de água fermentada de cereais. Questões econômicas levaram a esta prática de multiplicação dos vinhos!

As áreas de vinhedos chineses que perfazem aproximadamente 70.000 hectares estão localizadas ao norte do rio Yangtze. A produção de vinhos tem presença marcante de vinhos doces.

A partir de 1979 a China vem tentando atrair investidores extrangeiros para implantar uma nova e moderna vitivinicultura no país.

Nos dias atuais, as novas iniciativas envolvem vinhedos irrigados na região de Shandong, formados com mudas importadas e com a assessoria de especialistas australianos. A vinícola Huadong inaugurou a elaboração de vinhos secos varietais.

Aproveitando as tendências modernizantes da vitivinicultura chinesa e a abertura para novos parceiros estrangeiros, a brasileira Casa Valduga tem planos de produzir seu vinho internacional Mvndvs na China.




BRAÇOS INTERNACIONAIS DAS VINÍCOLAS BRASILEIRAS

O consumo per capita de vinho pelo brasileiro vai aumentando em alguns grandes centros consumidores e é bem sabido que a capacidade brasileira de responder prontamente a um salto de consumo é reduzida. O Brasil importa a maior parte dos vinhos finos que consome e representa um mercado de potenciais explosivos.

Esses fatos são mais do que suficientes para encorajar vinícolas com  capacidade de se estruturar no Exterior a estabelecerem parcerias e passarem a oferecer rótulos próprios de vinhos elaborados nos países tradicionais produtores. 

Os produtores internacionais vêm se integrando ao cenário nacional e marcam seu lugar para crescerem com o aumento do volume consumido no Brasil. As vinícolas brasileiras fazem o mesmo pois tendo participação garantida no nosso mercado precisam de canais de abastecimento para eventuais demandas maiores. 

A Vinícola Aurora foi uma das primeiras a trabalhar essa alternativa quando numa época de dificuldades de atendimento de seus clientes através do aumento da produção interna passou a trabalhar com vinhedos uruguaios, que visitei com o saudoso amigo Zanotto.
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A gaúcha Casa Valduga, de Bento Gonçalves, já acumula próximo de dez anos de produção com parceria no exterior.  A internacionalização foi iniciada em 2002 envolvendo vinhos argentinos, num modelo que foi se complementando com produtos Casa Valduga chilenos, portugueses, italianos e espanhóis. O projeto vem sendo ampliado e deverá contemplar nos próximos anos vinhos californianos, sulafricanos e chineses. No mínimo serão quase dez fontes de abastecimento de um salto de consumo futuro.

A Casa Valduga está querendo ir mais além e avalia a oportunidade de ter operação própria em Mendoza com o que teria ¨controle total da fonte externa.  Os vinhos produzidos pela Valduga no exterior levam a marca “Mundvs”.


A gaúcha Miolo mantém desde 2008 produção argentina a partir de Mendoza em parceria com o enólogo Cesar de Azevedo do rótulo Los Nevado. A comercialização no Brasil é feita pela Miolo Wine Group e na Argentina e mercados internacionais, por Azevedo. A produção contempla varietais tintos de Malbec e de Cabernet Sauvignon e do branco Chardonnay.


Em novembro, a catarinense Villaggio Grando, de Água Doce, nas terras altas de Caçador, meio-oeste daquele estado, vai inaugurar sua participação no mercado doméstico com vinho produzido na Argentina, na província de Mendoza. Maurício Grando, empresário do setor madeireiro de exportação de peças de madeira certificadas, não teve dificuldades para estabelecer esse contrato.

Sendo vinícolas, pequenas ou grandes, compromissadas com a produção de vinhos finos de qualidade mundial só tenho que enaltecer essas iniciativas.

domingo, 23 de outubro de 2011

VITIVINICULTURA ALTA GAMA DA ESTÂNCIA GUATAMBU

A Estância Guatambu, localizada no município de Dom Pedrito, Rio Grande do Sul, trabalha há mais de 50 anos na diversificação e aplicação de alta tecnologia no agronegócio, focando a bovinocultura de corte das raças Hereford e Braford, assim como na produção irrigada de arroz, soja e milho, e na produção de sementes finas. Sua alta especificação tem tornado seus produtos como referências internacionais.

Em 2003, teve início o projeto de produção de uvas viníferas através da formação de vinhedo com mudas importadas da França e da Itália, que hoje compreendem 20 hectares de Chardonnay, Sauvignon Blanc, Gewürztraminer, Tempranillo, Merlot, Tannat, Cabernet Sauvignon e Pinot Noir.

As 5.500 garrafas de Rastros do Pampa Cabernet Sauvignon safra 2008 foram todas comercializadas em apenas 4 meses. Em 2010, foi lançada no mercado a safra 2009, com 12 mil garrafas numeradas, e que vem obtendo excelente desempenho em concursos.

Além do Rastros do Pampa, a Guatambu lançou em 2010 dois vinhos brancos especiais: o Gewürztraminer Luar do Pampa e o Sauvignon Blanc Ecos do Pampa. Ambos os vinhos são produzidos com uvas próprias da Estância Guatambu e assinados pelo enólogo uruguaio Alejandro Cardozo, especializado em vinhos brancos. O enólogo também assina produção dos espumantes da Guatambu, incluindo “Guatambu Extra Brut”, feito com 100% de uvas Chardonnay, pelo método Champenoise, e dois espumantes charmat, denominados Poesia do Pampa Brut e Demi-sec. Lançado na Expovinis 2011, o Guatambu Extra Brut foi considerado o segundo melhor espumante da feira pela avaliação do Júri Popular.

Situada no coração do pampa gaúcho, em Dom Pedrito, na fronteira com o Uruguai, a produção das uvas é marcada por um terroir com mais de 2.300 horas de luminosidade durante o período vegetativo da videira e escassez de chuvas no verão, garantindo a maturação fenólica das uvas e a opulência de seus vinhos. 

A produção de vinhos em pequena escala é supervisionada por Gabriela Hermann Pötter, Eng. Agrônoma, Msc. em Ciência e Tecnologia de Alimentos, membro da terceira geração da família proprietária da Estância Guatambu.

Os vinhedos são cultivados em espaldeira sob técnicas modernas de manejo visando obter maior qualidade da fruta. A Guatambu utiliza uma tecnologia inovadora e ecológica no controle fitossanitário do parreirais, com a máquina Lazo TPC (Thermal Pest Control), ou seja, controle térmico de pragas.

Visando ter uma vinícola com produção baseada na “energia limpa”, a Guatambu firmou contrato com a PUC-RS (através do Centro de Energia Eólica da Faculdade de Engenharia) para realizar um levantamento do potencial eólico e da viabilidade técnica para implantação do sistema. As pesquisas serão feitas concomitantemente à construção da vinícola que ficará pronta em 2012. A proposta de aproveitamento de energia eólica como fonte de energia elétrica para uma vinícola é inédita no Brasil e resultará em vinhos produzidos desde a videira até o engarrafamento com métodos ambientalmente corretos.

sábado, 22 de outubro de 2011

BEBENDO VINHOS NACIONAIS EM NOVA YORK

Todo vinho da Califórnia é americano, mas nem todo vinho bom americano é da Califórnia!  Esta é a grande verdade!

Nas minhas viagens aos Estados Unidos fiquei sabendo que na maioria dos estados ocorre produção de vinho, embora em grande parte baseada nas variedades híbridas americanas, com a casta Niágara que conhecemos bem no Brasil. 

Para minha surpresa, já tomei muitos vinhos expressivos nos estados do Oregon, com seus vinhedos dominados pela Pinot Noir, de Washington com seus ótimos Merlot e Rieling Renano, e de New York com vinhos de muito boa qualidade produzidos no Hudson Valley, nos Finger Lakes e em Long Island. Imperdível á o branco Rkatsiteli, uva muitas vezes milenar da Armenia e Geórgia.

Uma constatação pessoal nas visitas é o alto preço dos vinhos californianos nas próprias vinícolas e a explicação de um produtor foi interessante. Se os vinhos foram baratos o próprio americano não compra! E olha que os Estados Unidos ocupam o primeiro lugar entre os maiores consumidores de vinho do mundo. Esse talvez seja o fator complementar.

Normalmente se percorre a Califórnia, de Sacramento a San Diego, entrando nos apelos enoturísticos locais, fazendo piqueniquee vinícolas e enquadrando-se nas rotas do vinho por estrada de ferro e pelas auto-estradas. Fica a impressão que fora disso não há mais o que ver em termos de vinícolas americanas.

Assistimos recentemente a uma disparada dos preços dos vinhos franceses, que são os paradigma para os produtores americanos, posicionando os melhores californianos abaixo dos bons vinhos de Bordeaux. Se não é a solução pelo menos é um alento.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

CIRCUITO DO IBRAVIN - 5 ESPUMANTES BRASILEIROS SERÃO COMENTADOS

Os melhores vinhos e espumantes brasileiros serão disponibilizados em um só lugar, é o resumo da proposta do Circuito Brasileiro de Degustação, que o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) retoma a realização este ano. Três capitais brasileiras receberão esta edição do Circuito, que foi paralizado desde 2005. O Ibravin reunirá 25 vinícolas brasileiras, de quatro estados produtores – Pernambuco, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – para degustação de vinhos, espumantes e suco de uva 100% natural e integral.


De uma longa lista de excelentes espumantes brasileiros foram escolhidos cinco rótulos para degustação e comentários de cinco formadores de opinião no evento em São Paulo:

Suzana Barelli - Miolo Millésime Brut D.O. 2009

José Luiz G Pagliari – Ponto Nero Extra Brut Gran Reserva

Sergio Inglez de Sousa – Don Laurindo Brut Malvasia de Cândia safra 2010

Maurício Tagliari – Lidio Carraro Dádivas Brut

Daniel Perches – Valmarino Churchill Brut

Participe do Circuito em São Paulo, assista as sessões de palestras e esta degustação, mas aproveite especialmente os vinhos, espumantes e sucos naturais de uva que estarão sendo servidos nos postos das vinte e cinco vionícolas.

Local: Festivo Eventos - Rua Cînego Eugênio Leite, 1098 - Pinheiros - São Paulo, das 15 às 19 horas, da próxima terça-feira, dia 25 de outubro..

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

AMIGOS DO VINHO - PREMIAÇÃO PELA SBAV-MG

A SBAV-MG / Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho - Minas Gerais, está promovendo a sétima edição da sua premiação para entidades e pessoas que trabalham em favor da cultura do vinho, Prêmio Amigo do Vinho SBAV-MG 2011.  Neste ano a Associação resolveu ampliar o evento com algumas novidades no seu programa incluindo outros sintonizados na maior valorização da cultura do vinho.

A eleição de cada vencedor do prêmio será realizada através da votação de seus associados e de uma comissão de formadores de opinião no Estado, e contempla premiar os destaques em Minas Gerais, nas seguintes 24 categorias:


1. Melhor Restaurante Italiano:
2. Melhor Restaurante Francês:
3. Melhor Restaurante Cozinha Contemporânea:
4. Melhor Restaurante Espanhol:
5. Melhor Restaurante Português:
6. Melhor Restaurante de Belo Horizonte, não citado acima:
7. Restaurante com Melhor Carta de Vinhos (Relação Qualidade-Preço):
8. Restaurante com Melhor Serviço de Vinho:
9. Restaurante com Melhor Cumprimento da Iniciativa T.S.V. (Traga Seu Vinho):
10. Melhor Wine Bar de Belo Horizonte:
11. Melhor Pizzaria e Forneria de Belo Horizonte:
12. Melhor Sommelier de Restaurante:
13. Loja com Melhor Seleção de Vinhos:
14. Loja de Vinhos com Melhor Atendimento ao Enófilo:
15. Melhor Sommelier de loja:
16. Melhor Produtor Nacional:
17. Melhor Produtor Estrangeiro:
18. Melhor Importadora (o) com Atuação em MG:
19. Melhor Evento de Vinhos em Belo Horizonte:
20. Melhor Vinho Brasileiro:
21. Melhor Vinho Estrangeiro:
22. Divulgador (a) do Vinho:
23. Publicação Especializada:
24. Personalidade do Vinho:

QUEM E COMO PARTICIPAR:
a) Podem votar os associados quites da SBAV-MG e a comissão de convidados
b) Só será aceito voto mediante preenchimento da Ficha de Votação (solicitar na SBAV-MG)
c) O processo de votação se encerrará às 18 horas do dia 10 de novembro
d) A Ficha de Votação deverá ser enviada à SBAV-MG, por e-mail, por fax ou pelo correio
e) Não serão aceitas Fichas de Votação recebidas após a data limite.

APURAÇÃO:
A apuração dos votos acontecerá no dia 16 de novembro 2011. 

PREMIAÇÃO DOS ELEITOS:
Os mais votados serão premiados na sede da SBAV-MG no mês de dezembro, em data a ser divulgada.


VINHOS SALTON - PRESENÇA NA PARTE SUL DO RIO GRANDE DO SUL

A Vinhos Salton desde há muito mantém parcerias ofuiciais com muitos produtores de uvas de alta qualidade da região fronteiriça com o Uruguai, centralizados na cidade de Bagé. Sua presença é marcada pela assistência técnica aos produtores e colheita seletiva para seus melhores vinhos.

Sede pioneira no centro de Bento Gonçalves - RS 

Com o objetivo de intensificar suas atividades naquela região e marcar participação na extensão daquela região para o lado sudoeste, a Vinícola Salton estará participando nos dias de 17 a 21 de outubro, em Santana do Livramento, da Expofeira, justamente na celebração de 10 anos do Touros da Fronteira. Os compradores de gado das raças superiores Angus e Brangus, estarão recebndo como brinde set de prodtudos Premium da Salton.

Ilustração da operação de remuage dos espumantes Salton Evidence.

A Vinhos Salton está intensificando seus investimentos na região da Campanha Gaúcha. Atrravés da compra de 700 hectares de terras em Santana do Livramento marcou o ponto de partida para a implantação de uma nova unidade vitivinícola que deverá entrar em operação na safra de 2013. A implantação desta nova unidade pode ser observada pelo andamento da construção de depósitos para tratores e para insumos agrícolas, um prédio com refeitório, área de lazer e sede administrativa. A Salton continuará a desenvolver parcerias com parceiros produtores locais, paralelamente à formação de seus vinhedos próprios, visando ter base de matéria-prima para sua nova unidade de Bagé.


 

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

GRAND CRU - DEGUSTAÇÕES DA AUSTRALIANA HEARTLAND

A importadora Grand Cru recebe Martin Strachan, CEO da vinícola australiana Heartland, para coordenar pessoalmente uma série de degustações nas cidades brasileiras de Campinas, São Paulo, Ribeirão Preto, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre.

A visita ao Brasil será neste mês a convite da importadora e Strachan participará de eventos em Campinas, São Paulo, Ribeirão Preto, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre, respectivamente, entre os dias 21 e 28 de outubro.

Nesses eventos, Strachan vai apresentar os rótulos Heartland Cabernet Sauvignon 2008, Heartland Stickleback Red 2008, Heartland Shiraz 2008, Heartland Director's Cut Shiraz 2007 e Heartland Stickleback White 2008. 

Programação:

Campinas – 21 de outubro (sexta-feira): Degustação para profissionais às 15h na unidade da Grand Cru (R. Dr. Sampaio Ferraz, 336 – Cambuí. Tel.: (19) 3252-4311). Das 17h às 20h, haverá degustação para clientes convidados.

São Paulo – 24 de outubro (segunda-feira): Degustação para imprensa e sommeliers na Grand Cru da Bela Cintra (Rua Bela Cintra, 1799 – Jardins. Tel.: 3062-6388), das 16h às 18h. RSVP Imprensa: camila.perossi@uol.com.br.

Ribeirão Preto – 25 de outubro (terça-feira): Degustação para profissionais das 16h às 18h na Grand Cru Ribeirão Preto (Rua São José, 1726 - Jardim Sumaré. Tel.: (16) 3632-6110) e winne dinner, a partir das 20h, no Bistrô Flor de Sal (Floriano Peixoto, 1463, Boulevard (16) 3421-4963). Para o jantar, o investimento é de R$ 70 por pessoa. RSVP: ricardo_vendasrp@grandcru.com.br - 16 3632 6092.

Rio de Janeiro – 26 de outubro (quarta-feira): Degustação para profissionais na Grand Cru Jardim Botânico (R. Lopes Quintas, 180 - Jardim Botânico. Tel.: (21) 2511-7045), a partir das 16h. Às 20h, comandará uma degustação da ABS-RJ. RSVP Imprensa: camila.perossi@uol.com.br

Curitiba – 27 de outubro (quinta-feira): Degustações com sommeliers, das 16h às 18h, e consumidor final, às 20h, na Grand Cru Curitiba (Rua Pasteur, 90 - Batel. Tel.: (41) 3044-0292).

Porto Alegre – 28 de outubro (sexta-feira): Degustação para profissionais do mercado na loja da Grand Cru (R. Quintino Bocaiuva, 1447 - Rio Branco. Tel.: (51) 3332-8043), das 16h às 18h. RSVP Imprensa: camila.perossi@uol.com.br. Às 20h, acontece um wine dinner no Hashi Art Cuisine. O investimento é de R$ 210 por pessoa.

(mais informações: Camila Perossi -  55 11 9230-4844  /  55 11 7896-7527



EL CORTE INGLÉS - VINHOS DA AURORA PARA TODA ESPANHA

El Corte Inglés é uma grande e tradicional rede de lojas de departamentos da Espanha com 75 unidades espalhadas por todo país. Quem já esteve viajando pela Espanha com toda certeza comprou alguma coisa, um terno, um livro, uma garrafa de vinho e assim por diante em uma lojas El Corte Inglés. 

A maior produtora de vinhos do Brasil, a Vinícola Aurora, está preparando um lote de seus sucos e vinhos finos para embarcar para El Corte Inglés, que vai distribuir pela sua rede de lojas de departamentos da Espanha.

Nesse primeiro pedido, 1900 garrafas dos Sucos de uva Aurora, branco e tinto, e a mesma quantidade de vinhos Aurora Varietal Pinot Noir e Chardonnay, serão distribuídos em 75 lojas da rede em toda a Espanha.

O país é o quarto novo mercado da Aurora conquistado este ano e passa a integrar a lista de mais de 20 países importadores da mais premiada vinícola brasileira, da qual fazem parte também Estados Unidos, Japão, Alemanha, Holanda entre outros, dos cinco continentes.

Essa venda para o El Corte Inglés se consolidou após a visita de representantes da rede ao stand da Vinícola Aurora na Feira da Apas-Associação Paulista de Supermercados, realizada em São Paulo em maio de 2011. Na ocasião, os compradores espanhóis ficaram muito bem impressionados com os produtos da Aurora, afirmando que nunca haviam encontrado sucos de uva com esse nível de qualidade em qualquer outro país.

No Brasil, os espumantes, vinhos e sucos da Vinícola Aurora podem ser encontrados em lojas do grande varejo e no comércio especializado.



terça-feira, 18 de outubro de 2011

VINÍCOLA CAMPOS DE CIMA - CONSTRUÇÃO DA ADEGA

A butique de vinhos Campos de Cima estará iniciando as obras de sua adega no início de 2012, em propriedade localizada às margens no trecho de acesso à cidade de Itaqui, na BR 472. A edificações com espaço de aproximadamente 1 mil metros quadrados terá capacidade de produção de 100 mil garrafas anuais, gerando cerca de 40 empregos diretos e indiretos.



A icença de Instalação (LI) acaba de ser concedida pelo órgão competente no estado do Rio Grande de Sul, a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). Após essa etapa, restará apenas a necessidade da liberação do projeto arquitetônico e estrutural, além da obtenção da licença de operação – igualmente concedida pela Fepam – para que o empreendimento entre em atividade.





Segundo a proprietária da Campos de Cima, Hortência Ayub, a intenção é focar a elaboração de vinhos finos dentro do projeto vitivinícola da Fazenda Campos de Cima, este que teve início em 2002 com a implantação de 15 hectares de vinhedos próprios.


A uvas são cultivadas no município de Maçarambá, a 100 quilômetros de Itaqui, com mudas provenientes de viveiros da França e Itália. “Este novo investimento dá continuidade ao desenvolvimento da Vinícola, que hoje cultiva 11 varietais de uvas vitis viníferas”, destaca Hortência.


A pequena Campos de Cima, uma vinícola butique da região da Campanha Gaúcha, vem elaborando vinhos de qualidade desde 2006, especialmente muito bons exemplares de vinho da casta Tannat. A localização dos vinhedos, repete as excelentes condições das terras uruguaias para a produção desta variedade.





IBRAVIN - CIRCUITO BRASILEIRO DE DEGUSTAÇÃO EM TRÊS CAPITAIS

Três importantes capitais estaduais, Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro, vão  receber 25 vinícolas brasileiras de quatro estados produtores para degustação de seus melhores vinhos, espumantes e suco de uva 100% natural e integral.

A proposta do IBRAVIN - Instituto Brasileiro do Vinho através do Circuito Brasileiro de degustação é oferecer os melhores vinhos e espumantes brasileiros em um só lugar.

Três capitais brasileiras receberão a edição deste ano do Circuito, que não era realizado desde 2005. O Ibravin reunirá 25 vinícolas brasileiras, de quatro estados produtores – Pernambuco, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – para degustação de vinhos, espumantes e suco de uva 100% natural e integral.

O roteiro começa na próxima segunda-feira (dia 24 de outubro), em Porto Alegre, no Salão Nobre da Catedral Metropolitana (Rua Duque de Caxias, 1047). Na terça-feira (25), o Circuito aterissa em São Paulo, no Festivo Eventos (Rua Cônego Eugênio Leite, 1098, em Pinheiros). Na quinta-feira (27), será a vez do Rio de Janeiro receber as 25 vinícolas brasileiras, no Salão Marlin Azul do Iate Clube (Avenida Pasteur, 333, na Urca). “No próximo ano, queremos levar o Circuito para outros polos de consumo de vinho e espumante no País, como o Nordeste, o Sudeste e o Centro-Oeste do Brasil”, afirma o diretor-executivo do Ibravin, Carlos Raimundo Paviani.

O Circuito Brasileiro de Degustação será realizado das 14h às 22h nas três cidades. Das 14h às 19h, o evento é fechado para profissionais (sommeliers, chefs, proprietários de restaurantes, bares, hotéis, entre outros) e jornalistas. A partir das 19h, o Circuito abre para o público em geral. O preço do ingresso é de R$ 50. O Ibravin está oferecendo 100 vagas gratuitas para consumidores de cada cidade. Para se habiliar, basta enviar um e-mail para vinhoearte@gmail.com (Porto Alegre), cintia.silva@exponor.com.br (São Paulo) e rsvp@vezestres.com.br (Rio de Janeiro).

A novidade desta edição do Circuito será a realização de palestras com degustações temáticas, tendo como condutores os principais jornalistas e críticos de vinhos do Brasil. A sommelier carioca Deise Novakoski conduzirá o tema “A Diversidade dos Vinhos Brasileiros”, sempre às 20h nas três capitais. “A ideia é mostrar a diferença entre os vários terroirs do País”, explica Deise. Os rótulos escolhidos pela sommelier são os seguintes: Syrah safra 2011, da Sociedade Vinícola Estrada Real, de Minas Gerais; Syrah safra 2010, da Duccos, de Pernambuco; Sauvignon Blanc safra 2010, da Pericó, de Santa Catarina; Gamay safra 2011, da Salton, Rio Grande do Sul; e Ruby Cabernet safra 2008, da Campos de Cima, Campanha Gaúcha.

O jornalista Marcelo Copello falará, sempre às 16h, sobre “As raridades dos Vinhos do Brasil”. “Quero apresentar vinhos de vinícolas que merecem mais atenção dos consumidores pela qualidade dos produtos elaborados”, afirma Copello. Escolhido em 2009 como o mais influente jornalista de vinhos do Brasil pela revista Meininger´s Wine Business International da Alemanha, Copello escolheu os seguintes rótulos para o seu painel: Perini Quatro safra 2008, da Vinícola Perini; Documento Merlot safra 2009, da Dom Cândido; Casa Venturini Chadonnay safra 2010, da Vinícola Venturini; Tannat safra 2008, da Antônio Dias; e Via 1986 Marselan safra 2009, da Viapiana.

A mesa redonda sobre os espumantes brasileiros, que será realizada às 18h, contará com cinco convidados locais de cada uma das capitais. Por isso, os espumantes que serão degustados em Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro serão diferentes. “Assim teremos um sabor local em cada uma das cidades”, comenta o gerente de Marketing do Ibravin, Diego Bertolini. Já estão confirmados os nomes de Danilo Ucha, Irineu Guarnier, Affonso Ritter, Marcela Duarte e Andreia Debon para a mesa redonda de Porto Alegre. No Rio de Janeiro, teremos Luciana Fróes, Affonso Nunes, Rogério Dardeau, Pedro Hermeto e Cláudio Werneck. Em São Paulo, os participantes serão Suzana Barelli, José Luiz Pagliari, Sergio Inglez de Sousa, Maurício Tagliari e um convidado surpresa.

Vinícolas participantes do Circuito Brasileiro de Degustação:Antônio Dias – Basso – Campos de Cima – Casa Valduga – Cave Marson –
Cooperativa Vinícola Aurora – Cooperativa Vinícola Garibaldi – Dal Pizzol –
Dom Cândido – Domno do Brasil – Don Giovanni – Don Laurindo – Duccos –
Dunamis – Góes & Venturini – Larentis – Lidio Carraro – Miolo – Pericó –
Perini – Pizzato – Sociedade Vinícola Estrada Real – Salton – Valmarino – Viapiana

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

BRASIL - 19ª AVALIAÇÃO NACIONAL DE VINHOS - SAFRA 2011

Na realização da 19° edição da Avaliação Nacional de Vinhos, a ABE - Associação Brasileira de Enologia percorreu um longo caminho de avaliação e classificação de 383 amostras de vinhos enviadas por 72 vinícolas brasileiras dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais e Bahia.

Esse trabalho foi realizado no laboratório da EMBRAPA Uva e Vinho, envolvendo dezenas de enólogos que, em 16 sessões entre dia 5 e dia 26 de agosto p.p, avaliaram amostras distribuídas nas seguintes categorias de vinhos finos (elaborados com uvas viníferas):

Categoria I - vinho branco fino seco não aromático  (61 amostras)
                    Chardonnay (39); Peverella(1); Pinot Grigio(2); Prosecco(2);
                    Riesling Itálico(7); Riesling Renano(5); Viognier(5)

Categoria II - vinho branco fino seco aromático (29 amostras)
                     Gewürztraminer(4); Malvasia(2); Moscato Branco(1);
                     Moscato Giallo(6); Moscato Bianco R2(5); Sauvignon Blanc(11).

Categoria III - vinho rosé fino seco (12 amostras)
                      vinhos de corte ou varietais de Cab Franc; Cab Sauvignon;
                      Merlot e Tempranillo.

Categoria IV - vinho tinto fino seco (186 amostras)
                      Ancelotta(7); Aragones(1); Arinarnoa(1); Barbera(1); Cab Franc(9);
                      Cab Sauvignon(62); Malbec(2); Marselan(8); Merlot(53); Pinotage(1);
                      Rebbo(1); Refosco(1); Syrah(3); Tannat (30); Tempranillo(1);
                      Teroldego(1); Touriga Nacional(2).

Categoria V - vinho tinto fino seco jovem (22 amostras)
                      Cab Franc(2); Cab Sauvignon(3); Gamay(2); Merlo(5); Pinot Noir(6);
                      Syrah(2); Tannat(2)

Categoria VI - vinho fino base para espumante (73 amostras)
                       vinhos de corte ou varietais de Chardonnay; Cab Sauvignon; Cab Franc;
                       Chenin Blanc; Grenache; Malvasia; Moscato Branco; Nebbiolo;
                       Pinot Noir; Prosecco; Riesling; Rieling Itálico; Semillon; Trebbiano e Viognier.

Dessas amostras avaliadas, foram selecionados 16 vinhos mais representativos da safra 2011:

Categoria I - vinho branco fino seco não aromártico
                     Cooperativa Vinícola Aurora Riesling Itálico
                     Cooperativa Vinícola Nova Aliança Chardonnay A1
                     Vinícola Don Giovanni Chardonnay
                     Vinícola Venturini Chardonnay 03

Categoria II - vinho branco fino seco aromático
                     Vinícola Don Guerino Moscato Giallo Lote 05
                     Vinícola Perini Moscato R2 III

Categoria III - vinho rosé fino seco
                      Vinícola Almadén Cabernet Sauvignon III
                 
Categoria IV - vinho tinto fino seco
                       Basso Vinhos e Espumantes Merlot II
                       Luiz Argenta Vinhos Finos Merlot II
                       Rasip Agropastoril S.A. Cabernet Sauvignon
                       Seival Estate Tannat
                       Vinícola Almaúnica Syrah
                       Vinícola Gheller Tannat

Categoria V - vinho tinto fino seco jovem
                       Vinhos Salton S.A Merlot

Categoria VI - vinho fino base para espumante
                       Casa Valduga Vinhos Finos Chardonnay
                       Domno do Brasil Chardonnay I
                  
Um fato muito interessante é o destaque de vinícolas novas e pequenas dentro de um universo de tantas amostras e muitas vinícolas: Basso Vinhos e Espumantes Merlot II, Luiz Argenta Vinhos Finos Merlot II, Rasip Agropastoril S.A. Cabernet Sauvignon, Vinícola Almaúnica Syrah e Vinícola Gheller Tannat.


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domingo, 16 de outubro de 2011

A VIDEIRA SUPERLATIVA DO SEMERDJIAN

Profissionais da viticultura que vêm há décadas pesquisando diversos tipos de videiras espalhadas pelo País ficaram intrigados com o desenvolvimento excepcional de uma planta em Ferraz de Vasconcelos. Eu pude visitá-la há alguns anos e também me certifiquei que seu crescimento é muito mais rápido do que os exemplares semelhantes. Com dezenas de metros de comprimento, essa videira é uma forte candidata a ser introduzida no Livro dos Récordes.


Provavelmente espelhado nesta videira produtora gigante, o empresário e viticultor Sergio Semerdjian teve a idéia de plantar uma videira porta-enxertos de identidade 572 no dia 20/11/2005 na chacara da familia, no municipio de Ferraz de Vasconcelos, e nela aplicar estacas de vides produtoras em um número inusitado no mundo.  


Inicialmente foram exertadas e estão vingadas 70 variedades. Em produção neste ano foram 22 variedades. Algumas varidedades enxertadas com sucesso foram: Seibel 2, Jacke´s, Violeta, Niagara Rosa escura, Isabel Precoce, Concord, Isabel, Marte, Patricia, Bordo, Sanches, Niagara Branca, JD 930, Perola de Cassab, Moscatel Juliana, Maria, Romana, Tinta cão, Afroucheiro, Trebbiano, Rainha, Rubi Cabernet, e vários outros tipos que estão com brotação muito jovem.


Em breve a videira estará dando frutos. Como são muitas variedades enxertadas em épocas distintas, os primeiros cachos saem em novembro e os últimos em fevereiro de 2012.



Técnicos do IAC - Instituto Afgronômico de Campina fazem as medições e conferências oficiais na videira. 


Abaixo os dados relativos à videira 'gigante' conforme levantamento no dia 06 de outubro de 2011. A videira múltipla tem dois ramos opostos: lado esquerdo 21,9 m  de comprimento e lado direito 20,9 m de comprimento. Extensão total da videira 42,8m.

Variedades enxertadas em 2010 e já consolidadas

Brancas: 46
Tintas: 41
Total de variedades consolidadas: 87

Variedades enxertadas em 2011

Brancas: 23
Tintas: 13
Total variedades enxertadas em 2011: 36

Brotos do porta-enxerto par serem enxertados em 2012

Lado das brancas: 32
Lado das tintas: 52
Total de brotos para serem enxertados em 2012: 84

Assim no ano de 2012 provavelemente esta videira produtora superlativa, com quase 200 variedades diferentes de uva. estará sendo divulgada para a imprensa internacional com apoio da Secretaria da Agricultura de Sao Paulo, como um recorde mundial. 

sábado, 15 de outubro de 2011

RETOMADA DO CIRCUITO DE DEGUSTAÇÃO DO IBRAVIN

O jornalista Orestes de Andrade Jr., do Ibravin, convida a todos para que participem do Circuito Brasileiro de Degustação, no mês de outubro. em um dos três eventos:

- dia 24/10 - Porto Alegre
- dia 25/10 - São Paulo e
- dia 27/10 - Rio de Janeiro.

O desenho do evento conta com a participação de 25 vinícolas brasileiras do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e do Vale do São Francisco, que exporão seus vinhos para degustação de  profissionais e do público em geral. 

A degustação começa às 15h e irá até às 22h, compreendendo além das degustações, três palestras sobre os vinhos brasileiros:

1) A diversidade dos vinhos brasileiros – Deise Novakoski – 20h

2) Raridades dos vinhos do Brasil – Marcelo Copello – 16h

3) Mesa redonda sobre os Espumantes Brasileiros – Convidados locais de cada cidade – 18h

Em cada uma destas palestras, poderão ser degustados até cinco vinhos.

As seguintes 25 vinícolas estarão presentes: 

1 Sociedade Vinícola Estrada Real Minas Gerais

2 Ducos Pernambuco

3 Antonio Dias Vinhos Finos Rio Grande do Sul

4 Basso Vinhos e Espumantes Rio Grande do Sul

5 Casa Valduga Vinhos Finos Rio Grande do Sul

6 Cave Marson Vinhos e Espumantes Rio Grande do Sul

7 Cooperativa Vinícola Aurora Rio Grande do Sul

8 Cooperativa Vinícola Garibaldi Rio Grande do Sul

9 Dal Pizzol Vinhos Finos Rio Grande do Sul

10 Domno do Brasil Rio Grande do Sul

11 Dunamis Vinhos e Vinhedos Rio Grande do Sul

12 Estabelecimento Vinícola Valmarino Rio Grande do Sul

13 Miolo Wine Group Rio Grande do Sul

14 Pizzato Vinhas e Vinhos Rio Grande do Sul

15 Viapiana Rio Grande do Sul

16 Vinhos Don Laurindo Rio Grande do Sul

17 Vinhos Larentis Rio Grande do Sul

18 Vinhos Salton Rio Grande do Sul

19 Vinícola Campos de Cima Rio Grande do Sul

20 Vinícola Dom Cândido Rio Grande do Sul

21 Vinícola Don Giovanni Rio Grande do Sul

22 Vinícola Góes & Venturini Rio Grande do Sul

23 Vinícola Lidio Carraro Rio Grande do Sul

24 Vinícola Perini Rio Grande do Sul

25 Vinícola Pericó Santa Catarina

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

VINHO BRASILEIRO - UMA DÉCADA DE CRESCIMENTO EXPLOSIVO

Venho acompanhando o vinho brasileiro em todas as suas entranhas faz décadas. Houve evolução em determinadas regiões e ocorreram decadência em outras, cada qual escrevendo sua história e se apoiando em filosofias distintas.

Quem abriu a cabeça para a modernidade, investindo na qualidade de seus vinhedos, na tecnologia de suas cantinas e na natureza não intervencionista de seus métodos, chegou ao nível internacional de vinhos. Quem apostou na tradição de princípios errados terá sobrevida enquanto ainda existir mercado para vinhos rústicos e desprovidos de qualidade. Estão simplesmente em rota de colisão.

O primeiro vinho brasileiro de qualidade que eu tomei foi um Granja União, da adega de meu falecido pai, um varietal de Cabernet Franc, safra 1937, e outro de Bonarda, safra 1949. Tenho umas poucas garrafas fechadas guardadas para lembrar daqueles tempos. Naquelas afastadas décadas o brasileiro médio não bebia outro que não vinhos de híbridas americanas, rascantes ou os famosos docinhos. Resultado, a Granja União foi resistindo e definhando ao longo dos tempos.

As multinacionais que aqui aportaram nas décadas de 1960 e 70, não resistiram à mediocridade do nosso mercado e acabaram desistindo, mas deixaram a semente do vinho fino brasileiro. Atilio Dal Pizzol, Luiz Valduga e Laurindo Brandelli foram alguns dos pioneiros que regaram esta semente e abriram caminho para a nova cara do vinho brasileiro, surgida a partir da década de 1990.

Agora, vencidas as enormes dificuldades, verificamos que nesses últimos dez anos o número de vinícolas brasileiras cresceu 70% no Rio Grande do Sul e, talvez, uns 80% em Santa Catarina.

Conta-nos o site http://www.valedovinho.com/ que nos últimos dez anos, em média, três novas vinícolas nasceram por mês, no Rio Grande do Sul – estado que responde por cerca de 90% da produção de vinhos do país. Atualmente, são 751 empresas, que garantiram o aumento de desde 2001 para cá.

Em Santa Catarina, cuja produção era maciçamente de vinhos de amerinanas, surgiu a ACAVITIS, com mais de duas dezenas de produtores de uvas viníferas e de vinhos finos de qualidade mundial.

Os principais motivos da entrada de novas empresas, que na maioria é de pequeno e médio porte, mas sempre trabalhando com baixa produção por hectare, é o crescimento consistente do consumo de vinhos finos no Brasil e a insuficiência de atendimento pelo setor vitivinícola do país.

Com a atratividade do segmento, uma corrente de novos produtores foi se formando trazendo investidores de outros setores da economia ou encorajando produtores de uva a assumir a elaboração dos próprios vinhos.

O mercado brasileiro de vinhos finos pode ser considerado explosivo e que, a qualquer momento, pode gerar uma demanda adicional enorme. Isso será bom para os países exportadores, mas também garantirá o crescimento da acanhada vitivinicultura brasileira de vinhos finos. Uma das origens desse aumento é a migração dos bebedores de zurrapas para o consumo habitual de vinhos finos.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

UCS-ICIF ESCOLA DE GASTRONOMIA - UM CURSO PARA GOURMETS

HARMONIZAÇÃO DA CARNE COM O VINHO

Quinta-feira 15 de dezembro de 2011 – Horário: das 18h às 21h30min

Minicurso com emissão de Certificado oficial FISAR - Federação Italiana Sommeliers

OBJETIVO: aprender as técnicas da harmonização das carnes com os vinhos.

PROFESSOR: ROBERTO RABACHINO

PROGRAMA

18h - A técnica da harmonização carne: equilíbrio entre os gostos

18h30min - As receitas de cinco pratos típicos

20h - Intervalo

20h15min - Da teoria a prática: Degustação guiada e harmonização de cinco pratos

21h30min - Fim do curso e entrega do certificado oficial FISAR

Investimento: R$ 145,00 – Vagas limitadas – inscrições diretamente na Secretaria da Escola pelos fones 54 3292 1188 e 3292 3071 até dia 02 de novembro


Alessandra Argenta
Escola de Gastronomia UCS-ICIF
Av. Vindima, nº1000, CEP:95270-000, Flores da Cunha - RS
Fone/fax: 55 54 3292 1188 e/ou 3292 3071

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

O PRIMEIRO SACA-ROLHAS BRASILEIRO

Na década de 1950 uma crise de produção de vinhos na França fez com que comerciantes daquele país viessem ao Brasil para comprar 30 milhões de nossos vinhos, notadamente rascantes e de baixa qualidade. No entanto, as quantidades definitivas que desembarcaram naquele país foram consumidas sem uma só reclamação de qualidade.

Não estou defendendo, na hora do aperto até vinho de videiras americanas é considerado vinho. Se esse capítulo do vinho brasileiro não é motivo para muito orgulho, teve o mérito de chamar a atenção para a existência de vinho por aqui. 

Na continuidade dessas exportações, já entrando na década de 1960, o produtor francês Conde de Foucauld, iniciou atividades no Brasil e, em 1962, lançou o primeiro vinho best seller brasileiro, rotulado de Bernard Taillan. Como proposta de vinho de alta gama, esse vinho foi engarrafado em garrafas de melhor qualidade e arrolhado com rolhas francesas longas. Um forte trabalho de marketing direto foi desenvolvido intensamente nos restaurantes do Rio de Janeiro, embora a comercialização fosse realizada em todo o país.

Nos restaurantes finos cariocas verificou-se que o grande problema do vinho Bernard Taillan não dizia respeito a sua qualidade que foi muito elogiada, mas a enorme dificuldade estava nas mãos dos garçons que não conseguiam sacar a rolha longa com seus saca-rolhas inferiores.

O Conde Foucauld entrou em campo efetuando um intenso esforço junto à empresa Tramontina, na cidade de Carlos Barbosa, Rio Grande do Sul, contando com a participação do técnico Bragagnolo, trabalhando até acertar formato e têmpera do aço, assim criando o primeiro saca-rolhas brasileiro de qualidade internacional.

Estava aberto o caminho para vinhos arrolhados com rolhas de alta qualidade no Brasil!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

VINÍCOLA CAMPOS DE CIMA - UMA JÓIA ESTÁ DESPONTANDO

A pequena Campos de Cima, uma butique vinícola da região da Campanha Gaúcha, vem elaborando vinhos de qualidade desde 2006, especialmente bons exemplares de vinho da casta Tannat. A localização dos vinhedos, repete as excelentes condições das terras uruguaias para a produção desta variedade.

Até anos recentes a vinícola não participava de eventos oficiais de degustação porque as quantidades produzidas não lhes davam suporte de representatividade. Por exemplo, na Avaliação Nacional de Vinhos, que é realizada anualmente pela Associação Brasileira de Enologia desde 1993, com a coordenação técnica da Embrapa Uva e Vinho, o vinho para ser inscrito no evento tem que ter estoque mínimo de 5 mil litros.

Este ano foi diferente. Esta foi a primeira vez que a Campos de Cima participou da Avaliação Nacional de Vinhos. O vinho tinto fino seco Tannat, da Vinícola Campos de Cima, foi selecionado entre as melhores amostras da safra 2011 na 19ª Avaliação Nacional de Vinhos. Das 383 amostras inscritas (48% mais que a edição anterior), 118 vinhos foram classificados entre as 30% amostras de vinho mais representativas da safra 2011, entre eles o Tannat da Campos de Cima.

“É preciso dizer que o vinho selecionado entre as melhores amostras da safra 2011 não havia passado por barricas quando foi recolhido pela ABE para ser degustado pelos avaliadores. Ou seja, agora, após passagem por carvalho, ele está ainda melhor”, explica Hortência Ayub, proprietária da vinícola.


Recentemente, os rótulos varietais da Campos de Cima desta variedade de uva foram incluídos na carta do restaurante Aprazível, do Rio de Janeiro, escolhidos pela revista Prazeres da Mesa como a melhor seleção de vinhos brasileiros de todo o País. Esta é uma boa indicação da excelência desses vihos de butique.


O pesquisador da Embrapa Uva e Vinho, Celito Guerra, comenta que este “é o melhor vinho Tannat já feito pela Campos de Cima”. Segundo ele, a uva atingiu uma maturação plena e como o vinho ainda ficará mais uns meses em barricas de carvalho francês para depois ser engarrafado, vai apresentar evolução qualitativa bem interessante. O lançamento está previsto para o final do ano que vem ou início de 2013. “Incrivelmente, é um vinho que está redondo, elegante, quase pronto para ser apreciado”, observa.

Como conheci vários exemplares da Campo de Cima, acredito piamente na alta qualidade do vinho que nos chjegará à mesa em 2013!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

CURSO PARA GOURMET - HARMONIZAÇÃO CARNE E VINHO

Harmonização: a carne com o vinho
Quinta-feira 15 de dezembro de 2011 – Horário: das 18h às 21h30min

Minicurso com emissão de Certificado oficial FISAR - Federação Italiana Sommeliers
para aprender as técnicas da harmonização das carnes com os vinhos.

Professor: Roberto Rabachino

Programa:

18h - A técnica da harmonização carne: equilíbrio entre os gostos
18h30min - As receitas de cinco pratos típicos
20h - Intervalo
20h15min - Da teoria a prática: Degustação guiada e harmonização de cinco pratos
21h30min - Fim do curso e entrega do certificado oficial FISAR

Investimento: R$ 145,00 – Vagas limitadas – inscrições diretamente na Secretaria da Escola pelos fones 54 3292 1188 e 3292 3071 até dia 02 de novembro

Alessandra Argenta

Escola de Gastronomia UCS-ICIF

Av. Vindima, nº1000,

CEP:95270-000

Flores da Cunha - RS

Fone/fax: 55 54 3292 1188 e/ou 3292 3071

domingo, 9 de outubro de 2011

CONFRARIA DOS SOMMELIERS - PAINEL DE OUTUBRO - PINOT NOIR

O painel de degustação mensal da Confraria dos Sommeliers de São Paulo degustou  20 amostras de varietais de Pinot Noir de distintas origens e a classificação ficou na seguinte forma:

1º Lugar - 87,1 pontos - amostra nº 13 - alemão Cleebronn & Güglingen 2007 (Württemberg) importado pela Trademix Brasil.

2º Lugar - 86,5 pontos - amostra nº 7 - americano Robert Mondavi Private Selection 2009 importado pela Inovini

3º Lugar - 85,1 pontos - empatads amostras nºs 17 e 22 - respectivamente o chileno Duette Gran Reserva 2009 de Casablanca importado pela Barrinhas e o americano Mandolin de Monterrey 2009 importado pela Wine Lovers

4º Lugar - 85 pontos - empatadas as amostras nºs 10 e 12 - respectivamente o chileno Secreto Viu Manent 2009 importado pela Hannover e o neo-zelandes Pegasus-Bay 2007 importado pela Premium Wines.

5º Lugar - 84,7 pontos - amostra nº 20 - croata Marjan Simcic 2008 importado pela Decanter

6º Lugar - 84,6 pontos - amostra de nº 16 - português duiriense Quinta do Cidrô 2007 importado pela Barrinhas.

7º Lugar - 84,4 pontos - empatadas as amostras nºs 11 e 19 - respectivamente o brasileiro RAR Collezione Pinot Noir da Miolo Wine Group e o alemão Meyer-Näkel 2008 AHR importado pela Decanter.

8º Lugar - 84,2 pontos - amostra nº 21 - chileno Willian Fevre 2010 importado pela Dominio Cassis.

9º Lugar - 84,1 pontos - amostra nº 3 - francês Domaine Valmoissine, um Vin de Pays de Coteaus du Verdon 2009, importado pela Inovini.

10º Lugar - 84 pontos - amostra nº 2 - neo-zelandes de Martimborough Pencarow 2009 importado pela Premium Wines.

11º Lugar - 83,9 pontos - amostra nº 9 - argentino da patagônia Barda 2009 importado pela Ravin.

12º Lugar - 83,7 pontos - amostra nº 18 - chilenoVernus 2009 da Santa Helena, importado pela Interfood.

13º Lugar - 83,1 pontos - amostra nº 15 - argentino de Lujan de Cuyo Las Perdices Reserva 2008 importado pela Las Bodegas.

14º Lugar - 83 pontos - as as amostras nºs 4 e 8 - respectivamente o Bourgogne Nicolas Potel 2007 Vieilles Vignes importado pela Premium Wines e o uruguaio Marichal Pinot Noir 2009 importado pela Ravin.

15º Lugar - 82,6 pontos - amostra nº 6 - neo-zelandes de Marlborough Inspire 2010 sem importador.

16º Lugar - 81,4 pontos - amostra nº 1 - francês Chassagne Montrachet Philippe Colin 2008 um 1er Cru de Morgeot, sem importador.

17º Lugar - 79 pontos - amostra nº 14 - uruguaio Gimenez Mendes Alta Reserva 2009 Las Brujas importado pela Hannover.

(Renato Manzoli - Diretor de Degustações)







sábado, 8 de outubro de 2011

AÇORES – VINHOS PORTUGUESES DIFERENTES

Estamos acostumados com os vinhos portugueses através da profusão de rótulos que nos chegam das regiõesmais tradicionais daquele país. Não passa pela nossa cabeça a lembrança dos vinhos licorosos e dos vinhos normais dos Açores que uma vez ou outra pudemos degustar.
Um conjunto de 9 ilhas no meio do Oceano Atlântico, distante mais de 1.500 km da costa portuguesa, constituem o Arquipélago dos Açores, onde a colonização teve início em meados do século XV, época em que frades franciscanos inauguraram o plantio de videiras.

A primeira condição identificada fazia paralelo do clima dos Açores com o clima da Sicília, o que levou à introdução de castas típicas daquela parte italiana, dentre tantas a a alvasia, a Aragonês (Tinta Roriz), a Verdecchio Siciliano, esta de grande adaptação e que é atualmente conhecida por Verdelho.

A vitivinicultura prosperou efetivamente em três das ilhas: Terceira, Pico e Graciosa, a ponto de xchegarem à condição de I.P.R. – Indicação de Procedência Regulamentada: Biscoitos, Pico, Graciosa.

Na ilha Terceira, sob a proteção da IPR Biscoitos, é produzido um vinho licoroso branco que ganhou renome, o Biscoitos, nome que deriva do solo pedregoso, com seixos escuros, semelhantes aos biscoitos de polvilho, consumidos como pão naqueles afastados tempos.

O maior destaque mundial veio dos vinhos produzidos na ilha de Pico, especialmente da casta Verdelho, exportados para grande parte da Europa, inclusive para os czares russos, antes da revolução bolchevique de 1917. O IPR Pico oferece um vinho branco licoroso, de uvas produzidas em terrenos pedregosos, na costa oeste, protegidos da ação dos ventos dentro dos famosos currais, pequenos quadrados cercados por muretas de pedra solta.

Finalmente na ilha de Graciosa, sob a IPR Graciosa, adotando-se os mesmos currais que, sempre, levam a uma baixa produtividade dos vinhedos.

Embora sem repetir a excelência dos grandes vinhos portugueses, os vinhos dos Açores devem ser experimentados pelo diferença que aportam a conhecido conjunto. 

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

ESCOLA DE GASTRONOMIA UCS-ICIF / CURSOS GOURMET




WORKSHOPS, OFICINAS E CURSOS  PARA GOURMET
 ÚLTIMAS VAGAS

WORKSHOP MASSAS FRESCAS E FORMATOS ESPECIAIS
- 19 e 20/10


Horário: das 18h30min às 22h30min – Carga horária: 8 horas
Demonstração de vários formatos de massa: espaghette,fettuccine, papardelle,
orecchiette, penne, farfalle.

Degustação: farfalle ai quatro formaggi, fettuccine ao pesto, espaghette al pomodoro.

Aula prática com execução de receitas: pappardelle al cacau com ragu de pato,
tagliolini verdi ai funghi, spaghetti alla puttanesca.

Investimento: R$ 150,00

Uniforme: cada aluno deverá trazer um avental de frente branco ou
jaleco e avental de cintura e calçado confortável e seguro.


Vagas limitadas -
Inscrições diretamente na Secretaria da Escolapelos fones (54) 3292 -1188 e 3292 - 3071 até o dia 03 de outubro.
WORKSHOP MASSAS FRESCAS RECHEADAS - 26 e 27/10

Horário: das 18h30min às 22h30min – Carga horária: 8 horas
Demonstração e degustação dos diferentes tipos de massas recheadas:
ravióli, tortelli, tortelonni, canelloni, lasanha, agnolotti, capeletti, ripieno di magro e di carne,
cannelloni alla sorrentina.

Aula prática com execução de recheios para rechear um tipo de massa a ser feita nesse dia e
degustação: agnolotti del plin serviti nel tovagliolo, tortelli di batata al burro nero

Investimento: R$ 150,00
Uniforme: cada aluno deverá trazer um avental de frente branco ou
jaleco e avental de cintura e calçado confortável e seguro.

Vagas limitadas: Inscrições diretamente na Secretaria da Escola
pelos fones (54) 3292 - 1188 e 3292 - 3071 até o dia 03 de outubro.
OFICINA DE ERVAS E ESPECIARIAS

Aulas: 04 e 05 de novembro de 2011
Carga Horária: 12 horas (Sexta-feira, das 18:30 às 22h e Sábado, das 9h às 12h e das 13h às 17h30min).
Ministrante: Michele Valent
Programa: técnicas de manipulação e conservação de ervas; ervas mais empregadas na culinária italiana, seus cultivares e seu emprego
nos preparos clássicos; ervas menos comuns e seu emprego em preparos clássicos da culinária italiana; especiarias: história e aplicações; flores comestíveis.
As aulas serão baseadas em teoria, demonstração e prática de receitas

Investimento para ex-alunos: R$ 190,00
Investimento para público em geral: R$ 210,00
Inscrições até: dia 10/10 pelos fones 54 3292 1188 e 54 3292 3071
Divulgação dos inscritos: dia 11/10
Data limite de confirmação da vaga: dia 14/10
 
CURSO DE CONFEITEIRO - FORMAÇÃO BÁSICA 
ÚLTIMAS VAGAS

Aulas - De 25 a 28 de outubro de 2011 (de terça a sexta-feira)
Das 9h às 12h30min e das 13h30min às 17h - Carga horária de 32 horas

Público-alvo - estudantes de nutrição, engenharia de alimentos, gourmets e demais pessoas interessadas na confeitaria.
Investimento
Valor à vista R$ 750,00 ou 1+1 de R$ 380,00 - sem hospedagem
Valor à vista R$ 1.100,00 ou 1+1 de R$ 560,00 - com hospedagem

Inscrições diretamente na Secretaria da Escola

pelos fones (54) 3292 -1188 e 3292 - 3071 até o dia 03 de outubro.

Alessandra Argenta Escola de Gastronomia UCS-ICIF Av. Vindima, nº1000, CEP:95270-000 Flores da Cunha - RS Fone/fax: 55 54 3292 1188 e/ou 3292 3071

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

MOSCOU - VAI TER CULINÁRIA BRASILEIRA DO NORTH GRILL

 O empresário russo Shehzad Shaikh, de origem paquistanesa, dono do restaurante  Gandhara em Moscou, esteve várias vezes em São Paulo e ficou muito impressionado com o esquema operacional do restaurante North Grill.
O magnata russo fez um convite a um dos proprietários do North Grill, o nosso restauranteur Antonio Mendes, lançando o desafioLançou de ir a Moscou para  montar em seu restaurante de culinária paquistanesa, uma área dedicada à típica churrascaria brasileira.
 Antonio Mendes esteve em julho desse ano em Moscou, Russia, onde permaneceu por 20 dias e montou uma sessão de carnes como a North Grill no restaurante daquele empresário . Na bagagem levou seu churrasqueiro Manoel Carlos e algumas partes da estrutura da churrasqueira e grelhas, fabricadas aqui em SP para ser adaptada ao local.

A experiência foi complicada e de certa forma inusitada porque os  cozinheiros locais não conheciam grelha, não sabiam como usá-la e não entendiam como poderia ser temperada a carne só com sal grosso.

Os cortes de carne foram fáceis de achar através da importação da Austrália, de onde conseguiram bife Ancho, bife de chorizo, file mignon, T-bone e cordeiro. Ensinaram o preparo do molho vinagrete, arroz maluquinho (crazy rice) e alho assado, parte do couvert do North Grill. Difícil foi convencê-los a provar carne mal passada ou ao ponto. O gosto dos russos é mesmo da carne mais assada.

O sucesso dos pratos de Mendes foi comprovado rapidamente. Em apenas 15 dias mais de 50% dos pratos pedidos no Gandhara já eram as carnes “brazilian style”.

Mendes, indicado como um dos melhores restaurateurs pela Veja Comer e Beber 2011 possui uma bela trajetória na área de restaurantes e é muito reconhecido por isso. Começou no grupo Rubaiyat onde ficou por 14 anos, indo de cumin a gerente. Atuou no Cabaña Las Lilas, de Buenos Aires por 5 anos e, na volta a SP, assumiu o cargo de gerente do restaurante Eau, do Hotel Hyatt, ao lado do chef Pascal Valero. Em 2004 tornou-se sócio do North Grill localizado no Shopping Frei Caneca e em outubro de 2010, a pedido dos clientes, abriu um novo North Grill em loja de rua, chamado North Vila Nova, localizado na Vila Nova Conceição.


terça-feira, 4 de outubro de 2011

ISRAEL - MOSTRA A NOVA FACE DO SEU VINHO

Há milhares de anos, as primeiras videiras viníferas partiram da Geórgia e Armênia para povoar definitivamente de vinhedos as margens do Mediterrâneo e depois, ganhar o interior europeu e o mundo.

Se olharmos atentamente para o mapa dessa migração, veremos que passou pela Fenícia rumo a Chipre e à Grécia, mas também desceu por terra a caminho do Egito, passando pelas atuais Israel e Palestina. Trata-se de um conjunto de terras com clima mediterrâneo, razão que não nos deixa estranhar que as descendentes atuais daquelas videiras, hoje ditas européias, tenham voltado e se dado muito bem nos vinhedos locais.

O cultivo das vinhas e o fabrico dos vinhos acontecem em Israel desde a Antiguidade, porém as primeiras vinícolas só começaram a se estabelecer no final do século XIX. A revelação definitiva é muito recente, por volta de 1970, quando teve início um movimento de vinícolas em direção a um mercado mais exigente.  

Existem em Israel mais de 200 vinícolas, perfazendo uma área total ao redor de 6.000 hectares de vinhedos e produzindo anualmente 21 milhões de litros de vinhos que vem sendo comercializados através de milhares de rótulos.

No conjunto das áreas vinícolas israelenses encontram-se Golan (Galiléia), Samaria, Samson, Judéia e Neger.

Alguns vinhos têm recebido pontuações até altas dadas por renomados críticos internacionais e vêm conquistando vários prêmios.

Adiante listamos alguns rótulos disponíveis no Brasil.

Chillag Primo Merlot 2004, Médio a encorpado, com taninos suaves e redondos, toques minerais e carvalho tostado, 21 meses em barris de carvalho francês. Aromas frutados de cerejas. Preço sugerido: R$ 140,00

Chillag Primo Cabernet Sauvignon 2003, Envelhecido 18 meses em tonéis de carvalho frances, encorpado e de taninos vigorosos, aromas frutados de cerejas, traz um agradável toque de carvalho, final de boca longo, com notas de terra e cogumelos. Preço sugerido: R$ 140,00

Ella Valley RR Vineyards Choice 2004, Em cada colheita, são escolhidas as uvas mais representativas do vinhedo, com as quais é produzida a série VC, envelhecida por 17 meses em barris de carvalho franceses e repousa por dois anos em suas garrafas antes da comercialização. Esta série é composta com um blend de 60% Merlot e 40% Cabernet Sauvignon. Preço sugerido: R$ 176,00

Ella Valley Syrah 2007, As uvas deste vinho são cultivadas num estreito vale perto da Vinícola, com um micro clima especial. É um pequeno vinhedo cujas uvas eram somente utilizadas em blends. No entanto, a força, o aroma e a cor se impuseram de tal forma que decidiu-se lançá-lo por si, envelhecido por 16 meses em barris de carvalho frances. Preço sugerido: R$ 136,00

Chardonnay 2008 -  O Chardonnay vem sendo produzido desde os primeiros dias a Vinícola, no fim do século XIX, e ao longo do tempo ganhou muitos prêmios em Israel e no exterior.  Com o compromisso pessoal do “Wine Maker”, de mostrar um vinho balanceado entre Terroir e Vinícola, ele procurou controlar a influência do carvalho: 70% foi envelhecido em carvalho e 30% não. Foi produzido com uvas 100%  Chardonnay. Preço sugerido: R$ 112,00

Yatir Cabernet Sauvignon 2006 - Produzido a partir de um blend de 85% de Cabernet Sauvignon 15% Petit Verdot, foi envelhecido por 12 meses em pequenas barricas de carvalho francês. De cor vermelho escuro, o vinho tem aroma de frutos silvestres maduros e um toque de pimenta verde, complementado por uma adstringência suave. Encorpado e complexo. Preço sugerido: R$ 220,00

Yatir Merlot/Shiraz/Cabernet 2005 - Composto por :37% Merlot, 36% Shiraz, 15% Cabernet Franc e 12% Petit Verdot. Envelhecido por 12 meses em pequenas barricas de carvalho francês. De cor vermelho escuro, com um concentrado aroma complexo de frutas. De corpo médio a encorpado tem um final longo e equilibrado. Preço sugerido: R$ 190,00

Tishbi Jonathan Reserva Cabernet Sauvignon 2004 - Profundamente frutado, elegante e bem estruturado, um corte de Cabernet Sauvignon, Merlot e  Cabernet Franc, cultivado no deserto de Neguev, envelhecido por 24 meses em barris de carvalho frances.Taninos equilibrados, aroma de cassis e blackberry, com um toque de menta e baunilha. Preço sugerido: R$ 280,00

Tishbi Vineyards Gewurztraminer 2009 - Produzido nos vinhedos de Gush Etzion, situados a uma altitude de 1.000 metros acima do nível do mar. Esta região foi especialmente indicada para o cultivo desta única variedade, devido ao frio extremo e inverno com muita neve. Sua face oeste, com terra bem ampla e aberta, e com ventos da tarde, permitem uma colheita tardia a partir do meio até o final de outubro. Pode--se encontrar toques de ervas silvestres que crescem ao redor do solo preto, liberando fragrâncias mentoladas. Preço sugerido: R$ 64,00

Tishbi Brut 2008 - Produzidos nos vinhedos de Zichron Yaakov com uvas 100% Colombard. Este espumante é delicado e elegante. O aromas e sabor são de pêssego e girassol. Este brut foi produzido pelo método tradicional. Após a fermentação e engarrafamento, uma segunda fermentação ocorre na garrafa. Repousa por cinco meses em porões refrigerados. Preço sugerido: R$ 110,00


(informações: Sueli Syllos, Vinhos de Israel – (11) 3494 3607 /  3039 0029)