quinta-feira, 28 de junho de 2012

RENACER - VINHO TOP ARGENTINO FEITO POR CHILENO

Renacer é uma bodega no estilo boutique winery, voltada à elaboração de vinhos em quantidades limitadas que interpretem verdadeiramente um determinado terroir. Através de um de seus proprietários e diretor de  vendas/ marketing, Patricio Reich, e com o apoio da importadora Vinhos do Mundo, foi realizada um jantar harmonizado com apresentação e degustação dos seus vinhos no dia 27 de junho de 2012, no Varanda Gril (Jardim Paulista - São Paulo).


Angélica (Mundo do Vinho) e o especialista chileno Patrício Reich (Renacer)
Essa bodega está localizada em Mendoza, numa parte privilegiada desta região, Perdriel, terroir que se beneficia da composição do solo, da altitude aos pés dos Andes, clima muito favorável à viticultura e água pura de degêlo. Essas condiçõea são únicas e muito apropriadas ao cultivo da casta Malbec. Essa vinícola também tem propriedade no norte do Chile, mais preciamente no santuário dos melhores vinhos brancos chilenos que é o Vale de Casablanca, de onde colhem uvas especiais de Sauvignon Blanc.

Harmonizando com os vários pratos do jantar, foram degustados os seguintes vinhos:

Punto Final Sauvignon Blanc 2011 - uvas dos clones 107 e 242, trazidas do Chile, colheita e seleção manuais dos cachos, fermentação com leveduras nativas durante 15 dias em tanques de aço inoidável com temperaturas controladas. Corpo brilhante em seu amarelo dourado, nariz e boca com apelos cítricos, pêssegos e toques vegetais de grama recem cortada.



Punto Final Clássico Malbec 2008, uvas do vale do Uco (1.100 msnm), Lujan de Cuyo (980 msnm) e Medrano (750 msnm), de vinhedos com mais  de 50 anos de idade,  colheita de 8 toneladas por hectare e seleção manual dos cachos. Maceração pelicular de 5 dias a 8°C, fermentação com leveduras nativas em tanques de aço inoxidável sob temperaturas controladas entre 27 e 29°C, fermentação malolática em inoxidável. Amadurecimento com leve toque de carvalho francês, frutado, leves pontas de tabaco associadas aos taninos arredondados.



Renacer Malbec 2008, mescla de uvas do vale do Uco e de Lujan de Cuyo, vinhedos de mais de 50 anos de idade, colheita limitada a 4 toneladas por hectare, executada manualmente com dupla seleção (cachos e bagas). Maceração pelicular por 11 dias a 8°C, fermentação alcoólica por leveduras nativas durante 17 dias  em barricas novas de carvalho francês. Fermentação malolática também em barricas francesas novas, amadurecimento por 24 meses em carvalho francês de primeiro uso e descanso por 6 meses em garrafas na bodega. Encorpado, bom preenchimento de boca, untuoso em seu,ataque aveludado. Frutas vermelhas maduras com tons de tabaco e nuances chocolatdoa.

Enamore Alegrini Renacer, composição varietal Malbec (60%), Cabernet Franc 23%), Cabernet Sauvignon (10%) Syrah (4%) e Bonarda (3%), uvas daquelas mesmas origens, colheita limitada a 5 toneladas por hectare, desidratação natural das bagas nas  videiras, maceração 10 dias a 8°C, fermentação alcoólica com leveduras nativas por 90 dias em tanques de inoxidável, temperaturas 27-29°C, fermentação malolactica em barricas novas francesas, envelhecimento em carvalho novo por 12 meses. Um intenso e vigoroso vinho do estilo do  italiano Amarone, elaborado de uvas não italianas. 

Maiores informações: Vinhos do Mundo - (11) 7613 7518 - angelica.marchi@vinhosdomundo.com.br


STJ DISPENSA OS SELOS DE CONTROLE EM VINHO IMPORTADO


Numa decisão de muito acerto e modernidade, a Corte Especial, mantém entendimento monocrático anterior do presidente do STJ, ministro Ari Pargendler, que considerou que não há dados que comprovem que a falta dos selos nas garrafas importadas possa causar grave lesão às finanças públicas, como afirma a fazenda nacional.

Para as chamadas "bebidas quentes" nacionais ou importadas, exceto o vinho, a exigência do selo existe desde a promulgação da lei 4.502/64. A exigência da etiqueta para os vinhos foi determinada em janeiro de 2011, por força da IN-RFB 1.026/10, alterada pela IN-RBF 1.065/10. A União entrou com pedido de suspensão de segurança para sustar os efeitos de decisão do TRF da 1ª região, que havia afastado a obrigatoriedade do selo.

Em seu voto pelo desprovimento do agravo regimental interposto pela União, acompanhado de forma unânime pelos demais ministros, Pargendler afirmou que a subsistência de um ato administrativo está vinculada a sua motivação. No caso, a motivação apresentada pela Receita Federal para a exigência do selo nos vinhos importados seria o risco de aumento do contrabando e da evasão tributária. Para o presidente do STJ, o TRF da 1ª região afastou essa motivação, a qual "aparentemente esconde que a medida visa proteger as vinícolas nacionais".

Quando a Receita editou as normas para instituir o selo sobre os vinhos importados, a Abba impetrou mandado de segurança preventivo, para que seus associados não se sujeitassem à exigência. O juiz federal da 21ª vara da seção judiciária do DF concedeu liminar. A União, então, entrou no TRF da 1ª região com pedido de suspensão, acolhido pelo presidente do Tribunal.

Na sequência, o juiz proferiu sentença confirmando a liminar e concedendo a segurança para declarar ilegal o selo de controle da Receita Federal instituído pela IN-RFB 1.026/10, com as alterações feitas pela IN-RFB 1.065/10, o que garantia aos membros da Abba o direito de vender vinhos importados sem o selo. A União tentou estender os efeitos da suspensão da liminar para a sentença, mas, ao final, o órgão especial do TRF decidiu em favor dos importadores, por considerar que a superveniência da sentença derrubava a anterior suspensão de liminar e, além disso, não estava provada a alegada lesão à ordem e à economia públicas.


Fonte: Blog SPED NEWS.

SEMINÁRIO FUTURO DO VINHO DE MESA

A viabilidade econômica dos vinhos de uvas americanas estará em debate nesta quinta-feira (28), a partir das 9h, no Salão Paroquial de Forqueta, em Caxias do Sul (RS). O evento faz parte da Festa do Vinho Novo 2012, uma festa gastronômica, que abre no próximo sábado (30) e segue até 15 de julho, sempre às sextas, sábados e domingos, com shows e desfiles temáticos. Uvas americanas ou híbridas – como Bordô, Niágara e Isabel – são aquelas destinadas à produção de vinhos de mesa ou suco. Elas somam cerca de 80% da produção brasileira de uva.

Nota do Blog: A Nova Zelândia passou por isso quando tinha em torno de 90% de Isabel! Enfrentou de forma realística e empresarial. Reconverteu seus vinhedos, financiou a eliminação da híbrida e hoje é um dos produtores mundiais mais respeitados.



O diretor-executivo do Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho), Carlos Raimundo Paviani, abre o evento, falando sobre o panorama atual da vitivinicultura nacional. Conforme ele, durante o encontro serão discutidos aspectos importantes para manutenção do trabalho dos pequenos produtores gaúchos e brasileiros e também novas políticas para a valorização dos vinhos de mesa elaborados com uvas americanas. A importância das cantinas rurais será debatido logo após a explanação de Paviani pelo engenheiro agrônomo Luiz Rizzon. O presidente da Fecovinho e da Cooperativa Vinícola Garibaldi, Oscar Ló, e Renato Damian, da Associação Proghoeste, farão um relato de suas experiências associativas.     
No início da tarde, a produção dos vinhos de mesa será tratada em painel reunindo Nilton DeBen (Ministério do Desenvolvimento Agrário), Fernanda Mari Zattera (Revinsul - Rede de Vinícolas de Caxias), Olir Schiavenin (Comissão Interestadual da Uva), Evandro Lovatel (CIC – Centro da Indústria e Comércio). O moderador será Mauro Cirne, da Associação dos Engenheiros Agrônomos da Encosta Superior do Nordeste (Aeane).

Nota do Blog: Depois de focalizar a sobrevivência do Brasil na excrescência das Salvaguardas, agora o tema é salvar o vinho de mesa! Num país mais sério, todo esse pessoal estaria envolvido em traçar um plano nacional para garantir verba de sustentação aos pequenos produtores de vinho de mesa para que eles pudessem reconverter seus vinhedos  para viníferas e partir para a produção de sucos com os vinhedos remanescentes.

Segundo o presidente da Festa do Vinho Novo, Felipe Slomp Giron, é importante que se abra um espaço na celebração para definir os novos rumos do setor e discutir também questões tributárias. “O vinho de mesa deve ter um tratamento diferenciado no que diz respeito à tributação e acredito que seja extremamente importante debatermos sobre isso. Ele faz parte de nossa cultura e é responsável por boa parte do desenvolvimento econômico na região”, afirma.

Nota do Blog: Na Argentina da época em que o consumo per capita era superior a 100 litros por ano, o vinho de má qualidade foi perdendo mercado para a cerveja. A vitivinicultura reagiu elevando a qualidade dos vinhos pelo trabalho decidido nos vinhedos. O vinho todo está sendo tomado ou exportado pela qualidade intrínseca, não por protecionismos da arca da velha!

Serviço
Seminário Viabilidade Econômica da Produção de Vinhos de Uvas Americanas

Data: 28 de junho
Horário: a partir das 9h
Local: Salão Paroquial de Forqueta - Caxias do Sul

Serviço

Seminário Viabilidade Econômica da Produção de Vinhos de Uvas AmericanasData: 28 de junho

Horário: a partir das 9h

Local: Salão Paroquial de Forqueta - Caxias do Sul

quarta-feira, 27 de junho de 2012

CURSO IMPERDÍVEL: CULINÁRIA ITALIANA CONTEMPORÂNEA

A Escola de Gastronomia da Universidade de Caxias do Sul, através do convênio com o ICIF (Itália) está oferecendo o curso abaixo ministrado por um estrelado Chef italiano Giovanni Grasso. 


CURSO: Culinária Italiana Contemporânea com o Chef Italiano Giovanni Grasso

Inscrições somente até 22 de julho de 2012 - INSCREVA-SE!

Aulas - De 28 a 31 de agosto de 2012
De terça a sexta-feira das 9h às 17h – Carga horária 32 horas
Público-Alvo - Chefes de cozinha, cozinheiros, estudantes de gastronomia e hotelaria, profissionais da área.
Objetivo - Atualizar e qualificar as pessoas que trabalham no setor da restauração, proporcionando contato com as técnicas da cozinha contemporânea e com as receitas que fazem do chef Giovanni Grasso um chef estrelado da Região do Piemonte.
Coordenação - Mauro Cingolani - gastronomia@ucs.br
Ministrante - Giovanni Grasso
Turma de 24 alunos. Certificação internacional UCS-ICIF.
Investimento
Valor à vista: R$ 1.500,00 ou 1+1 R$ 760,00 sem hospedagem

Importante - O valor do curso inclui: almoços e transporte dos Hotéis de Flores da Cunha x Escola x Hotéis
Uniforme - durante o curso o aluno deverá usar o seu próprio uniforme: calça de tecido branco; dólmã branco (casaca); avental de cintura branco e tamancos de cozinheiro (antiderrapante).
Facas e utensílios: durante o curso o aluno deverá usar seu próprio estojo de facas e de utensílios. É obrigatório que cada kit possua os seguintes itens:
Estojo de facas: 1 cutelo; 1 faca de legumes; 1 tesoura; 1 chaira; 1 faca de desossa; 1 faca de lâmina estreita 6"; 1 faca de pão; 1 garfo de churrasco; 1 faca de chef 8".
Estojo de utensílios: 1 pincel, 1 abridor de latas; 1 colher de silicone; 1 boleador de legumes; 2 colheres de arroz; 1 garfo de degustação; 1 faca de degustação; 1 ralador; 1 carretilha; 1 descascador
de legumes; 1 abridor de garrafas; 1 fouet; 1 kit de aros com 7 peças; 1 espátula de chapa; 1 espátula de confeitaria.

Local - Escola de Gastronomia UCS-ICIF - Av. da Vindima, 1000 -  Parque de Eventos Eloy Kunz. Flores da Cunha - RS
Secretaria da Escola - (+5554) 3292-1188 - E-mail:
gastronomia@ucs.br

terça-feira, 26 de junho de 2012

VINICOLA CAMPOS DE CIMA CRIA LOJA VIRTUAL

 
A vinícola Campos de Cima, de Itaqui (RS), acaba de lançar sua loja virtual para comercializar seus vinhos finos produzidos na região gaúchda Campanha Gaúcha. O mais novo canal de vendas da empresa já está hospedado em seu site – www.camposdecima.com.br – e oportuniza a aquisição de todos os produtos da vinícola, com valores mais atraentes por serem entregues diretamente ao cliente. “Desenvolvemos uma loja virtual para facilitar o acesso dos vinhos finos da Campanha Gaúcha aos consumidores e atender aos pedidos de todo o Brasil, de forma rápida, eficiente e segura”, destaca o diretor comercial da Campos de Cima, Pedro Candelária.
Conforme o executivo, a segurança na hora de pagar o produto é garantida pelo Pagamento Digital, um serviço completo de soluções para reembolso de compras pela internet que possibilita a aquisição dos vinhos por meio de uma série de cartões de crédito e também de boleto bancário. Candelária explica que o prazo de entrega é ágil, variando conforme o Estado. Só são comercializados lotes com, no mínimo, seis unidades. “Criamos um serviço seguro e com alto nível de qualidade e organização para cumprir prazos e atender às quantidades pedidas por cada cliente e, dessa forma, difundir o consumo dos vinhos finos elaborados na Região da Campanha Gaúcha, uma das melhores áreas de cultivo de uvas viníferas do Brasil”, destaca.


O ponto alto da Campanha Gaúcha é o clima, bem diferente das úmidas áreas gaúchas produtoras já tradicionais de vinhos. 

Para marcar o lançamento da loja virtual, a vinícola Campos de Cima está vendendo a preços promocionais o vinho branco Viogner, safra 2009, e o vinho Primeiro Corte, safra 2008, um corte das uvas Merlot, Cabernet Sauvignon e Tannat. Ambos estão à venda por apenas R$ 12. “A loja virtual atrai os consumidores pelos preços especiais que oferece, graças a venda direta, sem intermediários, direto da vinícola para as mãos de seus apreciadores”, observa. “A loja virtual possibilita uma relação mais estreita entre o produtor e o cliente”, completa.

“Case”

Esta aproximação de seu público consumidor tem como parte da estratégia uma página no Facebook (www.facebook.com/camposdecima). Recentemente, uma postagem referente ao Dia dos Namorados virou “case” entre as vinícolas brasileiras, por ter tido quase 600 compartilhamentos, número maior do que os fãs da vinícola na rede social. A Vinícola Chandon, por exemplo, que tem 35 mil fãs e está há muito mais tempo presente no facebook, teve menos de 500 compartilhamentos na sua promoção dos Dias dos Namorados. “Isto nos anima e comprova que estamos uma boa comunicação com nosso público”, comemora Candelária. Em geral, as vinícolas conseguem duas ou três dezenas de compartulhamentos de suas imagens na rede social.

IBRAVIN E ABRASEL MARCAM A ENOGASTRONOMIA BRASILEIRA

O Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) estão cada vez mais próximos. Na sexta e no sábado (dias 22 e 23), os dirigentes da Abrasel, 45 donos de restaurantes de todo o Brasil, conheceram e degustaram produtos de cinco vinícolas: Casa Valduga, Dal Pizzol, Don Guerino, Perini e Miolo. O jantar de encerramento do Projeto Imagem realizado nas vinícolas da Serra Gaúcha pelo Ibravin ocorreu no Hotel e Spa do Vinho Caudalie, em Bento Gonçalves (RS). “Foi um sucesso. O interesse pelos rótulos do Brasil é cada vez maior, especialmente nos restaurantes que estão se preparando para a Copa do Mundo e as Olimpíadas”, ressaltou o gerente de Marketing do Ibravin, Diego Bertolini.
Na semana passada, de 19 a 21, 23 vinícolas brasileiras participaram do Encontro da Abrasel em Gramado. Participaram as seguintes empresas: Antônio Dias, Aurora, Camponogara, Casa Valduga, Dal Pizzol Don Guerino, Din Giovanni, Dunamis, Jolimont, Larentis, Luiz Argenta, Miolo, Nova Aliança, Pericó, Perini, Peterlongo, Pizzato, Routhier & Derricarrère, Salton, Santa Augusta, Vallontano e Villa Francioni. O sommelier contratado pelo Ibravin, Arlindo Menoncin, promoveu diversas palestras sobre os vinhos brasileiros. O evento, que reuniu 1.500 participantes, colocou em pauta questões políticas, como o repasse de gorjeta, mão de obra qualificada e trabalho eventual, presente na maioria dos países, especialmente na Europa e América do Norte. Já na noite de abertura, o tema girou em torno da capacidade de geração de empregos que o setor oferece, comparável somente ao setor de construção civil no país. “Temos a obrigação de apontar ferramentas de gestão e treinamento na arte de bem servir”, declarou a presidente da Abrasel RS, Fernanda Etchepare, explicando em seu discurso a importância de um setor que gera mais de um milhão de empregos no país.

Para o presidente executivo nacional da entidade, Paulo Solmucci, a gastronomia é um diferencial competitivo para o turismo de várias regiões do Brasil. Mas, segundo ele, só poderá crescer mais quando o próprio segmento der importância a qualidade no atendimento que, de acordo com ele, vai melhorar se os jovens da classe média trabalharem no setor e aplicarem seus conhecimentos. “Temos que trazer esse tema a roda de discussão”, frisou.

A Abrasel também tem sido parceira do Ibravin na realização este ano do Circuito Brasileiro de Degustação, que no primeiro semestre do ano chegou a Curitiba, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Em setembro, o Circuito será realizado em Porto Alegre (13/09), São Paulo (17/09), Recife (19/09) e Fortaleza (20/09). “Graças ao apoio da Abrasel tivemos a presença em peso de donos de restaurantes e de profissionais da gastronomia nos circuitos promovidos no Rio, Curitiba e BH”, observou Bertolini.

O presidente do Conselho de Administração Nacional da Abrasel, Pedro Hoffmann, disse que a entidade e o Ibravin trabalham em um projeto para capacitar profissionais de bares e restaurantes das 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2012 no Brasil. A proposta agora será apresentada ao Sebrae. Se aprovada, a parceria permitirá que garçons e sommeliers dos principais bares e restaurantes do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Curitiba, Salvador, Recife, Natal, Fortaleza, Manaus e Cuiabá sejam treinados com foco nos vinhos brasileiros. “Com esta união vamos atender ainda melhor os nossos clientes, tanto os turistas como os próprios brasileiros”, disse Hoffmann. “O turista que vier ao Brasil vai procurar preferencialmente a culinária e as bebidas daqui. Por isso precisamos estar bem preparados”, afirmou.

No próximo ano, Ibravin e Abrasel pretendem promover uma promoção inédita no evento Brasil Sabor, que valoriza a culinária brasileira. “A proposta é dar um vinho brasileiro a cada cliente que comprar no restaurante um rótulo verde-amarelo durante os 30 dias de realização do Brasil Sabor”, revelou o gerente de Marketing do Ibravin. “A qualidade do vinho brasileiro é percebida por todos que degustam nossos rótulos. Esta promoção incentiva os consumidores a conhecerem mais os vinhos brasileiros”, completou.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

VINHOS NORTE-AMERICANOS: NÃO SE ESQUEÇA DA COSTA LESTE

É comum que se considere vinhos norte-americanos somente os da Califórnia. Foram os primeiros a chegar para o consumidor internacional e tiveram toda a força de divulgação e o apoio demarketing. Em postagem anterior foi comentada a degustação de bons vinhos norte-americanos originários da costa oeste, ou seja, dos estados que bordam o Pacífico: Califórnia, Washington e Oregon. Para uma generalização, que sempre é perigosa, eu diria que, em termos de tintos, a Califórnia oferece Cabernet Sauvignon e Zinfandel, Washington o |Merlot e Oregon o Pinot Noir.

Saltando de um lado para o outro do território dos Estados Unidos, chega-se especialmente aos Estados de Nova York e Virginia que têm produção de bons vinhos. Devo salientar que praticamente todos os Estados norte-americanos apresentam produção de vinhos e, ainda mais, muitos vinhos são elaborados de uvas híbridas americanas. Deixando de lado este tipo de vinho que, inclusive, predomina aqui no Brasil, vou focar alguns rótulos que devem ser obrigatoriamente provados para entender a diversidade de produção daquele país.




No Estado de NovaYork devem ser consideradas, pelo menos, três origens destacáveis: Long Island, Hudson Valley e Finger Lakes. Um traço razoavelmente comum nas vinícolas dessas plagas é a pequena extensão de seus vinhedos, gerando uma série de boutique wineries, com reflexo direto nos preços, dificultando a saída deles para outras partes consumidoras do mundo.

Diante disso, cabe aos enófilos programar um roteiro turístico partindo de Nova York indo até Niagara Falls, uma das grandes maravilhas naturais. Ao longo desta rota, pode-se visitar muitas vinícolas com direito à degustação por taxas que ficam próximas de US$ 5.00.


As visitas podem ter início em Nova York, mais precisamente em Long Island, clima marítimo suave com semelhanças ao de Bordeaux, onde se pode passar pelas vinícolas Palmer e Lenz. Chama a atenção a qualidade excelente dos rótulos de Chardonnay, embora bons vinhos são elaborados a partir das castas Cabernet Sauvignn, Cabernet Franc,  Merlot, Riesling, Gewürztraminer e Sauvignon Blanc.




Saindo da metrópole em direção ao norte, segue-se margeando o Hudson River em cujas proximidades está localizada a vinícola mais antiga dos Estados Unidos. a Brotherhood,  que funciona desde 1839, não tendo parado de operar mesmo nas épocas da Lei Seca (Prohibition Law - 1919-1933).  Dela merecem destaque os rótulos Cabernet Sauvignon, Pinot Noir, Merlot e Zinfandel. Como curiosidade o corte Charval , blend  de Chardonnay e Seyval Blanc.






Mais acima chega-se aos Finger Lakes, região que responde pelo renacimento dos vinhos de Riesling, com grande classe e glamour, mas principalmente de excelente qualidade. Dentre os produtores destaca-se a vinícola Dr. Frank's Vinifera Wine Cellars, que elabora o Dr.Konstantin Frank Dry Riesling, um vinho que tem capacidade para enobrecer com a guarda, adquirindo tons de pedra sobre agradáveis toques minerais. Uma preciosidade é o rótulo do varietal Rkatsiteli, uva de mais de 5.000 anos da região da Geórgia e Armênia.


Voltando-se mais para o sul do estado de Nova York, tem-se o estado da Virginia que acolhe diversas vinícolas de bom nível. Destaque para a Horton Vineyards com seu rótulo Viognier, explosão floral de delicados nuances sobre frutas maduras.










DECANTER WINE SHOW 2012

No intervalo dos dias 25 a 29 de junho de 2012 a importadora Decanter vai apresentar o evento Decanter Wine Show - Seleção Europa 2012, reunindo 70 produtores de vinho de 11 países, perfaznedo cerca de 700 rótulos. O evento será realizado em quatro capitais brasileiras Rio de janeiro (25/06 - segunda-feira), São Paulo (26 e 27/06), Porto Alegre (28/06) e Belo Horizonte (29/06).

Em Sâo Paulo, os dois dias de evento acontecerão no Hotel Tivoli, Alameda Santos 143 - Cerqueira Cesar, no horário das 16:00 às 22 horas, e o preço do ingresso é de R$ 250,00, com direito à taça, kit DWS e bônus do valor pago nas compras acima de R$ 1.000,00.

A compra dos ingressos pode ser feita antecipadamente nas Enotecas Decanter:  Rio de Janeiro - Tel. (21) 2286-8838 / São Paulo - Tel. (11) 3073-0500 / Porto Alegre – Tel. (51)3222-1131 / Belo Horizonte - Tel. (31) 3287-3618.


 A feira itinerante, que já teve três edições de sucesso, em 2006, 2008 e 2010, passando pelas quatro capitais citadas: Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Belo Horizonte. E este ano, apresenta uma novidade: devido ao enorme sucesso das edições passadas, o número de expositores cresceu tanto, que o evento foi dividido em eventos anuais- Decanter Wine Show Europa e Decanter Wine Show Novo Mundo.

“Produtores que nunca vieram ao Brasil, estreantes no Decanter Wine Show, vêm da França nesta edição”, conta Adolar Hermann, proprietário da Decanter. Entre eles, Antonin Guyon da Borgonha; De Sousa et Fils da Champagne; Château de Tracy de Pouily Fumé; Domaine de L’Oustal Blanc de Minervois; Domaine Paul Mas; Mahler- Besse negociants de Bordeaux; Montirius de Vacqueyras e Domaine Paul Planck da Alsacia. Da Itália, três grandes estrelas estarão presentes: Gulfi (Matteo Catania) da Sicilia, produtor orgânico do ano pelo guia D’Agata & Comparini; a produtora do ano pelo guia Duemilavini da AIS, Elena Walch do Trentino (Elena e  Werner Walch, proprietários) e  Franz Haas também do Trentino. Da Espanha, destaque para José Pariente da Rueda, que apresentará seus vinhos pela primeira vez no Decanter Wine Show e o pequeno Celler de L’Encastel do Priorat. De Portugal, grandes nomes como Alves de Souza do Douro; Anselmo Mendes do Vinho Verde; Altas Quintas do Alentejo e Dona Maria do Alentejo. Com o melhor portfolio de alemães no país, farão estréia no Decanter Wine Show: Dr. Heger de Baden; Horst Sauer da Francônia; Reicast Von Buhl de Pfalz. Da Hungria, o mais prestigiado produtor de tintos do país, Attila Gere. Da Eslovênia, Marjan Simcic, proprietário da vinícla Simcic de Brda. A Grécia será representada pelo Domaine Sigalas de Santorini e a Croácia, por Korta Katarina.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

AMERICANOS BONS DE VINHO PELA WINEBRANDS

Os Estados Unidos se destacaram no mundo do vinho através das vinícolas localizadas na Califórnia. Na década de 1980 muitos vinhos dessa região alcançaram o mercado brasileiro com um traço característico de forte dosagem alcoólica. Já na década seguinte, pude degustar grandes vinhos californianos, seguindo a linha dos cortes franceses de Bordeaux, ou a agradável novidade dos varietais da casta Zinfandel.

Em viagens pelos States observei que nem só de Califórnia vivia a vitivinicultura norte-americana pois havia grandes varietais de Merlot e de Riesling no estado de Washington e exceopcionais varietais de Pinot Noir no estado do Oregon.

Para conferir bons vinhos americanos, a importadora Winebrands promoveu no elegante espaço Tania Bulhões, Jardim América, São Paulo, no dia 13 de junho, uma degustação de parte dos rótulos da San Michelle Winery daquelas regiões. Esta vinícola também tem atividades  no Chile, Argentina,  Nova Zelândia, Itália e França. A San Michelle é uma das mais premiadas vinícolas dos Estados Unidos.

Os vinhos foram degustados com apresentação e comentários do especialista Pablo Porretti.

Ch San Michelle Indian Wells Chardonnay 2008 - fermentação em barricas francesas e americanas, 9 meses sobre leveduras - amarelo palha com reflexos dourados, frutas tropicais, amanteigado com toque de leveduras. Bom preenchimento de boca com toque cremoso. 

Erath Leland Pinot Noir 2009 - Single Vineyards - 15 meses de carvalho frances, 40% barricas novas - frutas como cereja, toques de baunilha, especiarias e tons terrosos. Boca com baunilha, especiarias e violetas.

Villa Mount Eden Zinfandel Gran Reserve 2007 - Napa Valley - 20 meses em carvalho, 50% francês e 50% americano. Ataque forte com framboesas maduras, toque de chá e especiarias. Bo
m preenchimento de boca com seus taninos doces. 

Ch San Michelle Syrah 2009 - tradicional receita francesa com 77% de Syrah e 3% de Viognier, esta branca para dinamizar os corantes e tornar o vinho mais escuro. Passagem de 40% do vinho por carvalho francês e americano - cor rubi, nariz lembrando compotas de frutas, chocolate amargo, especiarias do tipo cravo da índia. Boca repetindo nariz com característico apimentado.

Reserve Cabernet Sauvignon 2008 - corte de Cabernet Sauvignon (96%), Merlot (3,8%)e Cabernet Franc - passagem por carvalho francês e americano durante 25 meses - anis, hortelã, terra e frutas negras. Textura na boca, chocolate, cereja e pimenta.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

ANDRÉS INIESTA - JOGADOR DO BARCELONA FAZ VINHOS

A família de Andrés Iniesta, jogador do Barcelona e da seleção espanhola, campeã do Mundo em 2010, sempre esteve ligada à vinha e ao vinho. Sua terra natal, Fuentealbilla, na província de Albacete, é uma região de vinhas velhas, endurecidas pelo clima local. Variedades como Bobal, Macabeo e Graciano, típicas da região, juntamente com Chardonnay, Petit Verdot e Sauvignon Blanc, já bem adaptados a essas terras, estão sendo utilizadas pela Bodega Iniesta na produção de seus vinhos. Localizado no coração da D.O. Manchuela, entre as bacias dos rios Cabriel e Júcar, a vinícola possui a mais avançada tecnologia para a produção de vinhos de qualidade. O equipamento destaca o sistema "Boreal", um dos poucos na Espanha, que permite baixar rapidamente a temperatura da adega assim que as uvas cheguem, preservando as características aromáticas de cada variedade e dando um melhor controle ao processo de fermentação.

 

No início, o vinhedo tinha apenas 10 hectares, mas foram aumentando gradualmente até os mais de 120 de hoje. Com este volume de uvas de qualidade, a família Iniesta começou a considerar a construção de uma vinícola, uma idéia que se tornou realidade em 2010 com a abertura da adega do edifício principal Iniesta e o lançamento de seus primeiros vinhos. Finca El Carril é o nome da propriedade onde a vinícola está implantada, na região do Levante, a cerca de 800 metros de altura e com um clima perfeito para o cultivo de uvas: muitas horas de sol, invernos e verões extremos, grandes diferenças de temperatura entre dia e noite, no momento da maturação do fruto.

 

 Os diversos vinhedos foram cuidadosamente trabalhados para a melhor adaptação de cada variedade, usando as excelentes características de um solo em que não se usa qualquer adubo químico, num claro compromisso com a sustentabilidade e agricultura integrada. As vinhas estão perfeitamente alinhados e conduzidas de forma a otimizar o isolamento e ventilação, além de facilitar a poda verde, reduzindo a produção, mas ganhando em qualidade. Além disso, todos os vinhedos estão a menos de 2 km da área de vinificação, mantendo toda a frescura e características das varietais.

 A vinícola possui duas marcas: Finca El Carril e Corazón Loco. Na primeira estão os três rótulos presentes na D.O Manchuela, onde se trabalha as variedades autóctones e se pretende transmitir a expressividade e qualidade local. Já a segunda linha, é mais dinâmica, jovem e internacional. Os vinhos são para paladares mais jovens e informais, sem nunca, esquecer a qualidade.

 

Bodega Iniesta apresentará seus vinhos no Brasil durante a feira Sial, maior evento de alimentos e bebidas no mundo, que acontece em São Paulo de 25 a 28 de Junho na Expocenter Norte. Uma degustação, apenas para importadores, será realizada no restaurante D.O.M. 

Serviço:


Entre os dias 25 e 28 de Junho, a Bodega Iniesta mostrará seus rótulos inéditos durante a feira Sial

Local: Expocenter Norte (Rua José Bernardo Pinto, 333 Vila Guilherme)
Data: 25 a 28 de Junho

quarta-feira, 20 de junho de 2012

IMPORTADORA VINCI PROMOVE DEGUSTAÇÃO DE GRANDES ITALIANOS

A Importadora Vinci promoveu no dia 13 de junho último, na sua loja da Pamplona, uma degustação de vinhos daspretigiadas vinícolas italianas  Castellare di Castellina, Feudi de Pisciotto, Podere Monastero e Rocca di Frassinello, com a coordenação especial de Alessandro Cellai, o grande enólogo das quatro propriedades.



Alessandro Cellai (foto de Sofia Carvalhosa)

 

Castellare di Castellina é “um dos mais importantes nomes da enologia européia” segundo o Gambero Rosso. Produz alguns dos mais elegantes e profundos vinhos da Toscana, com destaque para o excelente Chianti Classico, elaborado sem concessões a modismos, com muita classe e tipicidade.

 

Feudi de Pisciotto, belíssima propriedade da Castellare di Castellina na Sicília, possui vinhedos que estão entre os melhores e mais elevados da região. Suas primeiras safras já têm sido lançadas com muito sucesso.



Alessandro e Sergio Ingles (fotografia de Silvia Rosa Mascella) 


Podere Monastero foi criada para produzir vinhos diferentes e excepcionais no coração de Castellina in Chianti. Para Robert Parker é “sem dúvida uma vinícola que promete muito para um futuro próximo”.

 

Rocca di Frassinello, verdadeiro “château toscano”, é o conceituado projeto de dois dos maiores nomes do mundo do vinho, a Castellare di Castellina e o Château Lafite-Rothschild, de Bordeaux. Única joint-venture da propriedade francesa na Itália, para o Gambero Rosso seu “estilo dos vinhos é impecável”.

 

No evento, foram degustados os seguintes rótulos:

 

Castellare di Castellina


* Le Ginestre di Castellare 2010


* Governo di Castellare 2008


* Chianti Riserva 2004

 

* I Sodi di San Niccoló 2006


Feudi de Pisciotto


* Baglio del Sole Inzolia 2009


* Versace Nero d'Avola 2008



Podere Monastero

 

* La Pineta Pinot Nero 2008


Rocca di Frassinello

 

* Le Sughere di Frassinello 2004


 

 


 


 

PRODUTORES ITALIANOS PROMOVEM DEGUSTAÇÃO PREMIUM NO HOTEL UNIQUE

Produtores da Toscana, Sardenha, Sicília, Piemonte e Vêneto promovem degustação premium no Unique


Proprietários de vinícolas italianas de prestígio internacional e representantes do Istituto del Vino Italiano di Qualità - Grandi Marchi, estarão em São Paulo, no Hotel Unique no dia 20 de junho, oferecendo a um grupo seleto de jornalistas, importadores e profissionais ligados ao setor vitivinícola a oportunidade de degustarem seus renomados vinhos.


Reunidas pelo Istituto del Vino Italiano di Qualità - Grandi Marchi, estarão no evento 11 vinícolas: Ambrogio e Giovanni Folonari Tenute, Antinori, Argiolas, Jermann, Lungarotti, Masi, Mastroberardino, Michele Chiarlo, Rivera, Tasca D´Almerita e Umani Ronchi, representando algumas das principais regiões da Itália como Toscana, Sardenha, Sicília, Piemonte e Vêneto.


Istituto del Vino Italiano di Qualità - Grandi Marchi

Fundado em 2004, o Istituto del Vino Italiano di Qualità - Grandi Marchi é um consórcio de produtores de vinhos com a missão de promover a cultura do vinho italiano de alta qualidade junto aos mercados internacionais. Cada uma das vinícolas participantes é reconhecida pelos elevados padrões de seus produtos e por sua imagem de marca a níveis nacionais e internacionais.


International Exhibition Management

O IEM (International Exhibition Management) é uma agência especializada em marketing, produção de eventos e ações de relações públicas para a indústria vinícola. Criado em 1999 por Giancarlo Voglino e Marina Nedic, o IEM é guiado por sua paixão por feiras especializadas e um senso de organização impecável.

sábado, 16 de junho de 2012

O PIONEIRISMO DA QUINTA DA NEVE

Quando os vinhos das altitudes catarinenses (1.000 a 1.400 msnm) eram apenas sonho de alguns empresários, dentre eles o saudoso Dilor de Freitas (Villa Francioni), três pioneiros já trabalhavam desde 1999 um vinhedo na região de São Joaquim: Francisco Brito, Nelson Essenburg e Acari Amorim.

Como todo projeto bem administrado,  a Quinta da Neve evoluiu e se consolidou como produtora de rótulos de qualidade, conhecidos e reconhecidos nacionalmente.

Aatualmente apresenta outra composição acionária, tão expressiva quanto a anterior, na qual destacam-se os empresários: Acari Amorim, Adolar Hermann, Edson Hermann e Robson Abdala. Nessa nova fase a Importadora Decanter passou a ser a distribuidora exclusiva dos seus vinhos. 


Acari Amorim brindando com o excelente Quinta da Neve Pinot Noir.

Seu parque vitivinícola encontra-se na região serrana de São Joaquim, terras acima de 1.000 de altitude, com frio noturno e forte insolação durante o dia. Em uma área plantada de 25 hectares,cultivam as castas clássicas européias Cabernet Sauvignon, Pinot Noir, Merlot, Sangiovese, Montepulciano, Touriga Nacional (tintas). Chardonnay, Sauvignon Blanc e Alvarinho (brancas). Operam com colheita manual seletiva que alimenta  vinificação própria onde se destacam o uso de tanques inox e o emprego de barricas de carvalho francês.

A equipe nacional conta com um responsável pelo serviço de campo, o engenheiro agrônomo João Palma Junior, e um enólogo residente Átila Zavarize. Para o grande salto em direção à qualidade mundial, trabalha como consultor internancional o especialista português Anselmo Mendes, considerado um dos melhores da Europa, que vem três vezes por ano ao Brasil para acompanhar os tratos culturais nos vinhedos e a vinificação dos distintos vinhos da Quinta da Neve.

No momento a Quinta Neve produz cinco vinhos diferentes: Chardonnay, Sauvignon Blanc, Cabernet Sauvigon, Pinot Noir e um corte ( Sangiovese, Cabernet Sauvignon e Merlot.


terça-feira, 12 de junho de 2012

BODEGAS VALDEMAR - VINHOS DAS TRÊS RIOJAS!

No  dia 12 de junho último, a importadora Mistral organizou uma apresentação com direito a degustação de vinhos esopanhóis das Bodegas Valdemar, que têm propriedades e instalações na Rioja Alta, Rioja Alavesa e Rioja Baja. Foi uma oportunidade de sentir as diferenças dos vinhos conforme a origem já que suas condições climáticas e vitivinícolas são bem distintas.


Carlos, Jesus e Ana

Na Rioja Alta predomina o clima frio continental em platôs e colinas suaves, resultando em vinhos encorpados, boa estrutura e de acidez mais saliente, com requisitos para envelhecimento. Na Rioja Alavesa acontece a influência do clima atlântico lambendo sua colinas suaves, oferecendo uvas para vinhos aromáticos e elegantes, média estrutura. Na Rioja Baja domina o clima mediterrâneo, mais quente e impondo boa maturação das uvas que resultam vinhos encorpados, cor profunda e alta porcentagem de álcool.



Sala de barricas
Outra particularidade das Bodegas Valdemar é a coletânea de variedades, algumas com exclusividade, tintas: Tempranillo, Garnacha, Mazuelo (Carignan), Graciano (casta resgatada de pois de considerada extinta), Red Maturana (revelação recente) e Cabernet Sauvignon; brancas: Viura (Macabeo), Malvasia e White Tempranillo (descoberta recentíssima de uma mutação somática da Tempranillo tinta).

Vinhos provados:

Valdemar Tinto 2011 - 13%, varietal Tempranillo, sem madeira, aroma/sabor bem frutado a cerejas e framboesas, acidez viva, vinho redondo e fácil de se tomar. Preço US$ 27,25.

Conde Valdemar Crianza 2006 - 13,5%, corte 90% Tempranillo e 10% Mazuelo, 15 meses em barricas de carvalho americano, buquê complexo com frutas negras, baunilha e especiarias,  encorpado, viscoso,boa estrutura onde aparece acidez viva, tem a evoluir. Uma das melhores amostras do painel. Muito bom. Preço: US$ 41,50.


Enoteca

Inspiración 2007 - 13,5% - um vinho jovem, corte 90% Tempranillo e 10% Graciano, amadurecido 10 meses em barricas de carvalho americano e francês, bom preenchimento de boca, mostra aromas tostados sobre notas de especiarias e framboesa, estilo moderno de Rioja. Preço: US$ 52,90.

Conde de Valdemar Reserva 2005 - 13,5% - corte 90% Tempranillo e 10% Mazuelo, amadurecido 18 neses em barricas de carvalho americano e francês, cor profunda, exibe frutas pretas maduras, toques minerais, tons mesclados de especiarias, tostados e couro, estilo tradicional de Rioja. Talvez o melhor vinho do painel. Excelente. Preço: US$ 58,50.

Inspiración Valdemar Edición Limitada 2004 - 14% - corte 70% Tempranillo, 15% graciano, 15% de castas experimentais, amadurecido 20 meses em barricas de carvalho, cor profunda, nariz mesclando baiunilha, flores e frutas negras, bem estruturado com acidez bem presente. Bom. Prego: US$ 109,50.




Vista panorâmica da Bodegas Valdemar
Intspiración Valdemar Tempranillo Branco 2009 - 13,5% - o primeiro vinho do mundo elaborado com a mutação da tinta Tempranillo originando a Tempranillo Blanco, descoberta da Bodegas Valdemar, fermentado em barricas de carvalho francês por  3 meses, nariz e boca mesclando frutas como pinha, lichia e framboeza, toques de torta de frutas, bom volume de boca. Excelente. Preço: US$ 76,50. 

Conde de Valdemar Fermentado en Barricas 2010 - 13% - varietal de Viura, fermentado em barrica por 4 meses, notas frutadas de maçã verde e maçãs cozidas, algo cítrico, tons leves de tostado e baunilha, corpo aveludado. Preço: US$ 46,50.

Conde de Valdemar rosado 2010 - 13,5% - corte Garnacha 85% e Tempranillo 15%, elaborado pelo método de sangria que confere mais personalidade de branco, sem passagem pela madeira, aromas/sabores frutados de morango e lichia, álcool bem presente, equilibrado por acidez adequada, boca sedosa e bem preenchida. Bom. Preço: US$ 25.50.
  


   

segunda-feira, 11 de junho de 2012

GOURMET & VINHO CAMPOS DO JORDÃO 2012

No período de 16 a 19 de agosto, ou seja, de 5° feira a domingo, acontecerá o evento Gourvin 2012 na deliciosamente fria Campos do Jordão, SP, no Hotel Orotour Garden (cinco estrelas), para os amantes do bom prato acompanhado de taça de um bom vinho. A propgramação compreende dois pacotes e um evento de cachaça. 


Pacote 01

Dia 16/08 - check-in a partir de 14h00.

20h00 - jantar “Noite Portuguesa”  harmonizado com vinhos portugueses.Pernoite.

Dia 17/08 - 8h00 as 10h00 -café da manhã.

20h00 - jantar especial “Traga seu vinho”/ cardápio Obelix (Frances rústico).Pernoite.

Dia 18/08 - 8h00 as 10h00 - café da manhã.

12h30 as 14h30 - almoço buffet.

Dia 19/08 - 8h00 as 10h00 - café da manhã.

Check-out as 16h00.

Valor por pessoa em apartamento Double com terraço ou chale: R$ 730,00 + 3% ISS.

Valor por pessoa em apartamento Double sem terraço: R$ 675,00 + 3% ISS.


Pacote 02

Dia 17/08 - check-in a partir de 14h00.

20h00 - jantar  “ Traga seu vinho”/ cardápio Obelix ( Frances Rústico).Pernoite.

Dia 18/08 - 8h00 as 10h00 - café da manhã.Pernoite.

Dia 19/08 - 8h00 as 10h00 - café da manhã. Valor por pessoa em apartamento Double com terraço ou chale: R$ 480,00 + 3% ISS

Valor por pessoa em apartamento Double sem terraço: R$ 445,00 + 3% ISS. 

Não incluso nos pacotes:- Inscrição para o evento: R$ 50,00 por pessoa.


- Wine Dinner Tango & Vinho dia 18/08 palestrante Marcelo Copello com jantar harmonizado. Valor por pessoa R$ 160,00.  


- Degustação de Cachaça

Palestrante- José Henrique de Paula Eduardo

Local- Sala Mantiqueira- Orotour Garden Hotel

Dia- 16/08/2012- 17:00h - Preço- R$ 60,00 - Vagas- 25

Cachaças apresentadas- em formatação

1-      Anisio Santiago

2-      Piragibana

3-      Canarinha

4-      Casa Bucco

5-      Valle Verde

6-      Claudionor

7-      Sapucaia Real 18 anos

8-      ? Parati

9-      ? Santa Catarina

Situação- Reservas abertas

domingo, 10 de junho de 2012

CONHECER BEM PARA PODER ESCOLHER MELHOR

Há quem assegure que o melhor vinho é aquele que você gosta. E a comprovação vem de que, numa degustação às cegas, normalmente os mais caros, os mais pontuados, não conseguem os primeiros lugares. Muitos vinhos com alta classificação por profissionais internacionais da pontuação podem não agradar ao nosso paladar. A degustação é algo pessoal e intransferível! Não vou tomar um vinho porque tem tantos pontos RP ou WS... Todo vinho tem uma história e uma agradabilidade específica para nós. 

O vinho é uma bebida alcoólica resultante da fermentação do açúcar contido na polpa da baga da uva. Quanto mais açúcar a uva tem, mais alta é a graduação alco[olica possível no vinho. A transformação dos açúcares em álcoóis é provocada pela ação dos fermentos naturais existentes na pele das bagas ou por fermentos domesticados e cultivados em laboratório.



A qualidade do vinho depende primordialmente das habilidades do viticultor para gerar uvas da alta qualidade, com as quais o vinicultor poderá elaborar grandes caldos. 

O vinho branco pode ser feito de uvas brancas ou de uvas tintas (blanc de noir) e, classicamente, é produzido iniciando-se por um delicado esmagamento para desgranar os cachos, ou seja, para separar as bagas do engaço (estrutura lenhosa). Pode se deixar as uvas semi-esmagadas e a casca para uma extração a frio. A seguir, as bagas passam por uma prensa cilíndrica onde se retira o suco e o mosto é enviado para tanques de fermentação. A permanência das cascas é restringida ao tempo necessário para tirar o proveito que se quer delas. 

O vinho tinto só pode ser feito com uvas tintas que são alimentadas no processo de esmagamento e, em seguida, o mosto contendo toda casca é colocado em um tanque de fermentação. Durante duas ou mais semanas, ocorre a fermentação de todo açúcar do mosto e a extração de taninos e antocianinas das cascas. Terminada a fermentação/extração, o vinho é trasfegado sucessivamente para limpeza de seu corpo e, finalmente, engarrafado ou embarricado.

O vinho rosado é sempre feito de uvas tintas e o processo pode ser o do vinho tinto com limitação do tempo de extração para se obter uma determinada intensidade de rosé. Pode-se seguir o processo do vinho branco com a calibração da extração para se obter vionhos rosados bem mais delicados. 

Cada forma de conduzir a elaboração dos vinhos desenha predicados e características distintas cujostraços dvemeos estudar para entender como vão nos impressionar durante a degustação. Porisso essa prática é pessoal e o resultado não se discute.

Cada pessoa com suas preferências, todos apreciando os vinhos de uma maneira geral. 


quinta-feira, 7 de junho de 2012

WINE WEEKEND SÃO PAULO FESTIVAL 2012

O Wine Weekend São Paulo Festival 2012 chega à sua terceira edição com mais expositores, mais de 2.000 rótulos em apresentação para  venda e atrações adicionais para os apreciadores de vinho. De 16 a 19 de agosto, na alameda do Jockey Club de São Paulo, o público participante terá ampla e prazerosa convivência com vinhos, escolhendo as atividades de seu interesse entre as propostas na programação.
 
Com palestras de iniciação ao vinho e temas avançados, o evento terá ainda sala de projeção que ficará exibindo filmes consagrados nos quais o vinho tenha papel preponderante. A Art Wine Gallery, uma galeria de arte com quadros e esculturas com o tema “vinho”, será novamente montada no evento sob a coordenação da artista plástica Anapana, este ano reunindo 30 artistas consagrados, entre eles Antonio Peticov, André Peticov, Luis Castañon, Zélio Alves Pinto. Todas as obras expostas poderão ser compradas no evento.
 
Jurado por um dia
Outra novidade deste ano será o primeiro júri popular de vinhos comercializados no Brasil. Vinte especialistas brasileiros vão selecionar os 15 melhores vinhos do evento, mas quem vai decidir será o público. Os interessados em ser jurado por um dia devem, primeiramente, adquirir o ingresso antecipado para um dia do Wine Weekend (veja abaixo como fazer) e em seguida ligar para o telefone (11) 4612-1337 e pagar R$ 80,00 para ter essa experiência. Há apenas 100 vagas para o júri popular que serão preenchidas por ordem de inscrição.
O Wine Weekend é organizado pela MP Eventos, que trouxe ao mercado o conceito pioneiro de um evento, aberto ao público, que proporciona venda direta de rótulos especiais, brasileiros e importados das mais diversas procedências, aliada a uma convivência ampla com a cultura do vinho, com várias atividades relacionadas ao tema. “Queremos que as pessoas se encontrem no evento, que mergulhem nesse universo de forma prazerosa e que tragam seus amigos para a mesma experiência”, explica Zoraida Lobato, organizadora.
O Restaurante do Wine Weekend São Paulo Festival 2012 fica a cargo do Buffet Garní (Restaurante Quinta do Museu) e vai propor a harmonização na prática. O restaurante não venderá bebidas. As pessoas levarão os vinhos comprados na feira ou disponibilizados em degustações pelas importadoras e vinícolas para acompanhar os pratos pedidos, sem cobrança de rolha.
Atrações
• Sala de projeção - Todos os dias um filme novo que tem como tema o vinho;
• Wine Art Gallery - 30 renomados artistas expõe seus trabalhos que tem como tema o vinho;
• Concurso - Seja jurado por um dia;
• Degustações gratuitas de mais de 2000 rótulos de tintos, brancos, rosés, espumantes e licorosos;
• Demonstração de acessórios e utensílios enogastronômicos;
• Picnic Área para degustação de charcutaria, queijos e vinhos;
• Praça de gastronomia com menus harmonizados;
• Cigar Point para degustação de charutos;
• Ciclo de palestras sobre cepas e regiões com grandes experts;
• Lounge de leituras com biblioteca temática à disposição;
• Estúdio de rádio, com gravação de programa especial com a participação de expositores e visitantes;
• Arena de debates entre jornalistas e produtores, entre outros.
Wine Weekend 2012 - 16 a 19 de agosto
Jockey Club de São Paulo – SP - Portão 1
Horários: quinta a sábado das 12:00h às 22:00h; domingo das 12:00h às 20:00h.
Ingressos: R$ 50,00 por dia (inclui uma taça de degustação para usar no evento e levar para casa, que será entregue no local), desde já pelo Ingresso Rápido (no site www.ingressorapido.com.br ) ou nas bilheterias no local nos dias do evento.
Em algumas atividades, como palestras e apresentações, haverá reserva antecipada de vagas online, que exige o número do ingresso. Quem optar por comprar na bilheteria, só poderá participar dessas atividades se houver vagas remanescentes.
Visite o site: www.wineweekend.com.br e veja toda a programação.

WINES OF CANADA - A QUALIDADE QUE GANHA O MUNDO

Na primeira vez que estive visitando o Canadá, no início da década de 1980, especificamente nos arredores dos grandes lagos, conheci vinhos de muita simplicidade, filhos da transição das videiras americanas para as francesas iniciada em 1975. Ainda havia muitos rótulos de híbridas das castas De Chaunac, Concord e outras.
Em 1989 o Canadá assinou um acordo de livre comércio com os Estados Unidos e como consequência, muitas vinícolas locais passaram a erradicar as videiras americanas, reconvertendo seus vinhedos para variedades viníferas, enquanto outras encerraram suas atividades.   Desde então os vinhedos têm sido replantados com castas européias, empregando mudas compradas de viveiros franceses e alemães.


Vitis americana Concord - muito usada para elaboração de vionhos espumantes. 

Nos climas menos adequados para o cultivo das viníferas clássicas, os canadenses plantaram uvas viníferas de menor expressão como Bacchus, Madeleine e Ortega. Algumas híbridas de melhor desempenho sobreviveram, como é o caso mais expressivo da Vidal utilizada na elaboração de Icewine de sucesso mundial.
Com essas medidas básicas, a vitivinicultura canadense pode pensar em estruturar uma indústria de vinhos com qualidade mundial, fato incrementado pelo concurso de experimentados minemakers da Europa que puderam trabalhar em modernas instalações vinícolas e forçaram a mudança definitiva para o uso de barris de carvalho. Mas, ainda havia alguns vícios nas vinícolas canadenses que eram autorizadas a fazer blends com vinhos importados, rotulando-os como vinhos do Canadá!




A falta de disciplina desta indústria foi alvo de resquícios de controle impostos pelo Wine Content and Labelling Act, que passou a vigir em 2001. Entre outras exigências, estabeleceu que as vinícolas que faziam blends com vinhos importados deveriam compor com, pelo menos, 30% de vinhos canadenses!!! Esta proporção subiu, anos mais tarde, para a mínima participação nacional de 75%.. Enquanto isso, na British Columbia, as vinícolas vendiam vinhos "Bottled in British Columbia", indicando o país de origem dos vinhos utilizados.
Enfim uma enorme confusão para os consumidores e para os profissionais do vinho!



Modernamente, os vinhos genuinamente canadenses levam a a classificação VQA - Vintners Quality Alliance, programa disparado em 1989 em Ontario e, mais tarde, na British Columbia. Tem sido um longo e árduo caminho na direção de vinhos realmente de qualidade. As divergências entre regiões impôs entraves que, felizmente, na atualidade estão cedendo lugar para um maior entendimento.

Quem está ganhando somos todos nós, enófilos e profissionais da enogastronomia, que podemos hoje provar grandes vinhos tintos e brancos, VQA, genuína alma canadense, cuja qualidade e expressão podem ser provados na taça!









terça-feira, 5 de junho de 2012

UMA VINÍCOLA MOVIDA A PAIXÃO BIODINÂMICA

Já falamos várias vezes da Vinícola Santa Augusta e sua criatividade muito além do estado-da-arte da vitivinicultura brasileira.  Filhas de dois irmãos empresários de primeira grandeza no mundo da embalagem plástica, Taline e Morgana de Nardi, repetem os passos paternos e dirigem uma das mais inovadoras vinícolas brasileiras

Assim fioi no capítulo em que lançou o primeiro vinho passito nacional, assinado pelo engenheiro agrônomo, enólogo e sommelier Jefferson Sancineto Nunes.


A VSA nasceu em 2003 tratando da preparação do terreno e da implantação dos primeiros vinhedos, na sua propriedade em Videira, CS, em altitude superior aos 1.000 metros. Ali dispuseram talhões de Cabernet Sauvignon, Merlot e Moscato Giallo, Chardonnay, Sauvignon Blanc, Cabernet Franc, Carmenère, Malbec e Montepulciano. Outros vinhedos ficam na cidade de Água Doce, SC, em altitude que toca os 3.000 metros acima do nivel do mar.

Na primeira vindima, numa vinificação ainda em caráter exploratório, para um pré-lançamento em 2008, teve os vinhos Tapera Augusta 2006, um tinto robusto Cabernet Sauvignon / Merlot, um elegante branco Chardonnay e o refrescante Moscato Giallo. Tive a oportunidade de degustá-los e aprová-los como bons caldos.


Em outubro de 2010, Jefferson apresentou a idéia de iniciar a reconversão dos vinhedos das duas propriedades para o manejo Biodinâmico às sócias da VSA, uma vez que já seguiam um manejo que proporcionava redução significativa do uso de fungicidas e eliminação do uso de herbicidas.

Uma condição muito importante foi o apoio decidido das duas sócias, Taline e Morgana que encararam com cotagem e naturalidade o desafio. Até então, a Biodinâmica era encarada como um manejo difícil de ser seguido no sul do Brasil. Na sua propriedade em Flores da Cunha, Jefferson já fez múltiplas experiências biodinâmicas com muito sucesso.


O trabalho teve início com a aplicação do preparado PB 500 (chifre-esterco) para revitalizar o solo no outono e na primavera de 2011. Seguindo sempre o período ideal do calendário biodinâmico, executou-se a poda seca e as demais práticas vitícolas, como o desbrote, a desfolha, a remoção das feminelas e a desponta. No momento determinado pelo mesmo calendário, fez-se a aplicação do preparado PB 501 (Chifre sílica).
Para a prevenção das doenças fúngicas, foram feitas pulverizações regulares com o uso do chá de cavalinha e depois com sulfato de cobre, produto ancestral da agricultura primeira do homem, que é autorizado pela Viticultura Biodinâmica. Durante o ciclo vegetativo foram realizadas capinas manuais da a faixa onde se encontram as plantas.



Assim descrito pode até parecer muito fácil a condução de um vinhedo biodinâmico, mas na verdade é necessário um envolvimento muito grande de toda a equipr que deve ficar de olho muito aberto e vistoriar permanentemente os vinhedos e captar os sinais que as plantas estão nos dando. As videiras conversam com o viticultor, que deve ter bom senso e ao menor sinal de um ¨problema¨ ou situação desfavorável fazer uso dos recursos biodinâmicos mais adequados. A prevenção é a alma do negócio.

Outro fator crucial é o engajamento total de toda a equipe na filosofia Biodinâmica. Isso vale desde os proprietários da vinícola até o funcionário que terá que dinamizar (diluir e misturar bem bem) os preparados Biodinâmicos e aplicá-los nos vinhedos. O menor descuido deságua em perdas.

Nos vinhedos de Água Doce não foram observados problemas de doenças e da sua produção foi possível elaborar o primeiro vinho tinto de uvas cultivadas no manejo Biodinâmico. Esse vinho foi baseado nas castas Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc e apresentou durante toda a fermentação alcoólica uma regular cinética de fermentação, ausência de pirazina e aroma bem frutado. Esse vinho apresenta uma grande estrutura, com taninos de ótima qualidade e uma cor muito intensa e atraente.

A grande recompensa desta empreitada fica pela constatação em comparações diretas de tipo e estilo, nas quais oa vinhos biodinâmicos têm  ampla vantagem no nariz e na boca. A estrutura e o corpo dão a nota final de apreciação.  

Com a produção es-timada em 65.000 garrafas por safra, os vinhos e espumantes entram no mercado brasileiro apenas em restaurantes e casas especializadas.

Informações adicionais: Taline ou Morgana De Nardi - Vinícola Santa Augusta Ltda - Tel.: (49) 3533-8181 - www.santaaugusta.com.br