quarta-feira, 31 de outubro de 2012

VINHO BRASILEIRO CONQUISTA IMPORTANTE VAGA NA OIV

Enquanto pessoas mal informadas, de visão meramente unidirecional e comparações sob cartesianismo nanico, ainda persistem em externar críticas vazias, aqueles de opinião concreta, baseada na efetiva degustação e comparação com vinhos do mundo todo, se alegram com os avanços do vinho brasileiros no mercado doméstico e além fronteiras.
 
A última novidade retrata o fato auspicioso de que, pela primeira vez, o produtor de vinhos Brasil, pela sua expressão indiscutível, terá um representante atuando nas comissões temáticas da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) - fórum maior do vinho no mundo - sediada em Paris, na França.
 
A brasileira, doutora em enologia, Regina Vanderlinde ocupará o cargo de secretária-científica da Subcomissão de Métodos de Análise de Vinhos da entidade, o primeiro posto permanente obtido pelo país na OIV, cuja participação vem desde 2001. Regina Vanderlinde é professora da Universidade de Caxias do Sul (UCS) e gerente-geral do Laboratório de Referência Enológica (Laren) da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, mantido em parceria com o Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho).

A brasileira foi designada para a vaga, na última sexta-feira (26/10), na Reunião do Comitê Executivo da OIV (Comex), que inclui 45 países membros. A sua indicação foi aprovada por unanimidade pelos representantes dos países presentes no encontro. “Ter uma profissional brasileira como integrante da OIV amplia o prestígio do país na entidade”, destaca o presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Alceu Dalle Molle.

Regina
Vanderlinde acrescenta que a responsabilidade do Brasil no universo da produção vinícola será multiplicada. “A Subcomissão de Métodos de Análise de Vinhos da OIV é responsável pela criação de todos os métodos analíticos e de todas as definições de limites de componentes nos vinhos, determinações que são diretamente internalizadas e aplicadas pela União Europeia, e, consequentemente, em todo o mundo”, descreve a professora e doutora em enologia.

A cerimônia de posse de Regina está prevista para março de 2013, porém, ela observa que o trabalho na nova função foi iniciado neste ano. “Todos os métodos analíticos usados para a avaliação de vinhos criados pela entidade serão revisados para que sejam detectados quais devem ser modernizados. E esse levantamento importantíssimo já começou”, revela.

Regina Vanderlinde representa o Brasil na OIV desde 2001. No dia 12 de setembro, em Brasília, ela participou de audiência com o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, e o diretor-geral da OIV, Federico Castellucci, onde foi confirmada a sua indicação ao cargo de secretária científica da Subcomissão de Métodos de Análises da entidade.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

VINHO BRASILEIRO - RÓTULOS DA SALTON EM HARVARD

Em plena expansão para o mercado norte americano, a Vinícola Salton realizou, neste mês de outubro, uma degustação para o Wine & Cuisine Society, clube tradicional da universidade de Harvard. Os participantes tiveram a oportunidade de conhecer vinhos e espumantes Salton, entre eles os tintos Salton Talento e Salton Desejo, o branco Salton Virtude e também o espumante Salton Gerações Antonio Domenico Salton.


 
Os estudantes ligados à Wine & Cuisine Society realizam encontros bimensais, no próprio campus da instituição, e ainda não haviam provado vinhos e espumantes brasileiros. Para o gerente de exportações da Salton, Vagner Montemaggiore, a oportunidade de apresentar a história vitivinícola no Brasil e as diversas regiões produtoras do País é um passo importante para promover o produto nacional. “Durante o encontro, apresentamos a trajetória de mais de 100 anos da vinícola e explicamos a cultura do vinho nacional. A apresentação foi bem recebida, com os participantes demonstrando interesse e elogiando os produtos degustados”, contou Vagner.


A aceitação foi tamanha que o grupo de Harvard acertou o retorno da Salton para o evento no próximo ano. A intenção é que a vinícola leve as novidades que serão lançadas em 2013 para os degustadores americanos. Aproveitando o espaço, a vinícola está em contato com outros clubes de universidades da região e pretende ampliar as degustações. “Esses espaços são muito importantes para o vinho brasileiro, pois são uma forma de comunicar aos outros países que produzimos vinhos e espumantes de alta qualidade”, conclui Montemaggiore.

Sobre a Vinícola Salton


A Vinícola Salton é reconhecida como uma das principais vinícolas do país, sendo líder na comercialização e de espumantes e frisantes no mercado nacional e responsável por alguns dos vinhos mais premiados do País. A empresa busca sempre oferecer produtos que aliem a qualidade excepcional de suas uvas aos sofisticados métodos de produção utilizados na vinícola. Com unidade localizada no distrito de Tuiuty, em Bento Gonçalves/RS e São Paulo, a Salton espera receber cerca de 100 mil visitantes para este ano.
 
Centenária e 100% brasileira, a empresa elabora vinhos, espumantes, frisantes, e suco de uva de alta qualidade. Além disso, a qualidade dos produtos da Salton é atestada pelas mais de 200 medalhas já conquistadas em premiações nacionais e internacionais de renome tais como a Expovinis (Brasil), a The International Wine and Competition (Inglaterra), a Challenge International Du Vin (França), a San Francisco International Wine (EUA), entre muitas outras.


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

VINHO BRASILEIRO DE ALTITUDE - SEMPRE SURPREENDENDO

 
As videiras são plantas sitemáticas que obedecem naturalmente a um ciclo produtivo anual. Este começa com a água (chuva) que interrompe a hibernação da videira dano início a mais um ciclo de produção, com vegetação e frutificação. 

Colhidas as uvas, a videira volta a se direcionar para o descanso entre ciclos, perde as folhas e entra em dormência anual.

Nas regiões de clima seco, como é o caso do nosso Nordeste,  os vinhedos são acordados por irrigação com água retirada do rio São Francisco.Se o viticultor resolver, pode fornecer água, uma duas, três vezes ao longo do ano, assim, obtendo de duas a duas e meia safras anuais. Isso é ótimo para se produzir quantidade e péssimo porque resulta em uvas de menor qualidade. A maior vantagem deste tipo de clima é que o viticultor iiriga planejadamente o vinhedo e tem uva fresca para colocar nas mesas européias em pleno rigor dos invernos de lá.
 
Por sua vez, as regiões úmidas do Rio Grande do Sul, caso da Serra Gaúcha, os produtores de vinho têm um grande problema para trabalhar a maturação das uvas - se colhida no momento limite em que o clima da região permite, a maturação será insuficiente e as uvas não resultarão em muito bons vinhos finos. Caso persista em deixar a uva na parreira para atingir um amadurecimento completo, a chuva induz a ocorrência das doenças próprias da umidade que vão sua sanidade definitivamente. 
 
Outra situação importante acontece nas altitudes, o ciclo anual se arrasta por mais tempo, e as chuvas ficam bem para trás em relação ao período final do amadurecimento e da colheita. Assim, lá pelo mês de maio se tem uvas com o amadurecimento completo, polpa com grande concentração de açúcares e casca com polifenóis realmente maduros. São os casos de Muitos Capões (RS) e do planalto catarinense.
 
São Joaquim é a porta de entrada das áreas de altitude de Santa Catarina e exibe uma vitivinicultura recente, com tipicidade e já plenamente vitoriosa.

Recebi duas amostras de São Joaquim que realmente surpreenderam meu grupo de degustação pela fineza e qualidade.
 
Vigneto - Sauvignon Blanc - safra 2012 - Vinícola Pericó - um varietal de muita personalidade, cuja tipicidade traz os traços de São Joaquim (SC), compondo um buquê vegetal sobre fundo frutado a frutas brancas como pêssego e pêra, na boca mostra bem a origem através de untuosidade que preenche em boa intensidade a boca e explode nos toques aromáticos já percebidos. Agradável e persistente. Um excelente exemplar da casta.

Cave Pericó - espumante Nature - safra 2010 - elaborado pelo método tradicional (Champenoise),perlage rico, intenso e persistente, cujas bolhas minúsculas sobem à superfície espraiando-se na forma de uma marcante  coroa de espuma, aromas delicados e bem definidos, lembrando brioches e outras confeitarias, sutil tostado sobre tons amanteigados, acidez presente e bem equilibrada com os sutis toques de suavidade, álcool presente sem predomínio, final de boca agradável e de longa persistência. Um Nature de alta qualidade. 

sábado, 27 de outubro de 2012

CAMPEONATO MUNDIAL DE COQUETELARIA MARIE BRIZARD - FINAL BRASILEIRA DO CERTAME

 
•Da mesma forma que o Concurso Sulamericano dos Sommeliers, os especialistas em coquetéis, os bartenders,  terão uma final na qual estão disputando 12 selecionados, sete de São Paulo, um do Rio de Janeiro, um de Belo Horizonte, um de Curitiba, um de Vitória e um de Limeira(SP).  Dois que vencerão esta fase final, irão concorrer na França ao título de melhor bartender do mundo.

O campeonato mundial de coquetelaria Marie Brizard IBS - International Bartender Seminar - reúne no dia 31 de outubro em São Paulo, no bar It do Hotel Pulmann, os 12 ganhadores da primeira fase da etapa brasileira, realizada pela Casa Flora e Porto a Porto. No mesmo dia, serão anunciados os dois brasileiros que irão à Bordeaux (França) e disputarão, entre os dias 25 e 28 de novembro, o título de melhor bartender do mundo, numa competição com mais de 100 candidatos de vários países.

Na final da etapa brasileira, os candidatos apresentarão seus coquetéis a um júri formado por cinco personalidades do segmento de gastronomia, estilo de vida e comportamento - e mantido em sigilo até a data do evento para isenção do concurso.

O campeonato, em sua trigésima edição do campeonato, também promove o seminário anual IBS - International Bartender Seminar - e esta é a primeira vez que uma etapa brasileira é realizada.

Os 12 finalistas

Na fase seletiva, os candidatos inscreveram duas receitas, uma para cada categoria, easy-to-make e new trend.

A categoria easy-to-make consistiu na elaboração de um coquetel que podia ser elaborado por qualquer pessoa, não obrigatoriamente por bartenders profissionais.

Sua elaboração se baseou em apenas um sabor de licor Marie Brizard, incluindo as linhas Latino, Chocolat Royal e Grand Orange, combinado a ingredientes facilmente encontrados na casa de qualquer apreciador de bebidas. "A proposta desta categoria é realmente a criação de coquetéis fáceis de fazer e, ao mesmo tempo, que sejam saborosos, não havendo nenhuma limitação em termos de formato - long, short ou hot drink - nem no tipo de preparo, podendo ser mexido, batido, montado, inclusive com o uso de liquidificador", argumenta o gerente de produto de Marie Brizard no Brasil, Mauricio Leme.

Já a categoria new trend consistiu na elaboração de um coquetel utilizando os produtos Marie Brizard com o propósito de mostrar a visão do bartender no que considera ser uma tendência no mundo da coquetelaria. Para esta categoria, o critério é mais técnico, com várias especificações para o desenvolvimento do coquetel.

Na final brasileira, os bartenders apresentarão os coquetéis da categoria new trend aos jurados.

Dentre as 12 receitas da categoria easy-to-make campeãs da etapa brasileira, reproduzotrês delas abaixo, para efeito de ilustração do coquetel:

El Misty
Criador: Luís Claudio Simões
Estabelecimento: Avila Steak House - São Paulo (SP)
Por que criou o drink: "desafio de um cliente indiano"
Categoria: batido e short drink

Ingredientes
50 ml de Pisco
20 ml licor Grand Orange Marie Brizard
10 un Phisalys
10 ml xarope de açúcar
Crustar a taça com curry

Preparo
Crustar a taça com curry em primeiro lugar. Após feito isso, adicione o phisalys e o xarope de açúcar e macere. Logo após, adicione os demais ingredientes na coqueteleira e bata por alguns instantes. Transporte para taça Martini. Decore com phisalys.

Lemon Fresh
Criador: Walter Garin
Estabelecimento: Catrin - Rio de Janeiro (RJ)
Por que criou o drink: "com a chegada do verão, procurei misturar ingredientes frescos e refrescantes que tivessem a cara do nosso país, mostrando a riqueza de sabores misturados com três produtos franceses (Marie Brizard, Vodka Grey Goose de Pêra e água gaseificada francesa)".
Categoria: montado e long drink

Ingredientes
20 ml de Marie Brizard Lemon Grass
40 ml de vodka de pera (super premium)
1 colher de açúcar demerara de baunilha
10 folhas de capim limão
30 ml de maracujá fruta
30 ml de água gaseificada

Preparo
Macerar 5 folhas de capim limão com o açúcar demerara de baunilha, servir a vodka de pera, o Licor Marie Brizard e o maracujá. Bater com bastante gelo. Servir com duplo coado sobre gelo moído, colocar a água e misturar levemente, decorar com folhas de capim limão.

Breve histórico de Marie Brizard e sua influência na coquetelaria

A história de sucesso, que culmina com os atuais 230 milhões de garrafas comercializadas em mais de 120 países, é resultado da referência que Marie Brizard conquistou junto ao mercado ao longo de séculos.

Criada em 1755 em Bordeaux, na França, Marie Brizard tem sua origem na produção de vinhos de alta qualidade, porém ganhou grande notoriedade por um licor que produzia, o Marie Brizard Anisette. Degustados pela nobreza da França, vários monarcas tinham apreço pela marca, entre eles Louis XV. Já o reconhecimento maior veio com a presença de Marie Brizard na Exposição Universal de Paris, em 1889.

Desde 1775, Marie Brizard desenvolve licores de frutas e plantas colhidas em plena maturação para assim, extrair os sabores mais delicados. Com destilação tradicional, a criação de receitas exclusivas da marca permite o desenvolvimento de uma linha de licores com mais de 17 sabores, entre eles amora, pera, laranja, baunilha, pêssego, e que se diferenciam no mercado exatamente por conseguir extrair o melhor de sua matéria prima, sempre de maneira artesanal e a partir de bases naturais sem o uso de produtos artificiais.

E para melhor explorar as qualidades de seus produtos a Marie Brizard, desde 1982, desenvolve treinamentos para bartenders do mundo todo e o International Bartender Seminar foi o fórum ideal que a marca encontrou para promover a arte da criação de coquetéis, já que a competição reúne anualmente mais de 100 bartenders.

Durante o seminário, a produção de licores e seu papel na elaboração de coquetéis, os costumes e tradições na coquetelaria, além das particularidades de cada país, entre outros temas, são apresentados aos participantes.

Serviço

Etapa nacional campeonato mundial de coquetelaria Marie Brizard IBS

Promotoras: Marie Brizard, Casa Flora e Porto a Porto

Concurso presencial

Data: 31 de outubro em São Paulo (SP), das 8h às 18h00

Local: It Bar - Hotel Pullman

Endereço: Rua Joinville, 515 - Ibirapuera - São Paulo (SP)


Seminário e Campeonato Mundial de Coquetelaria

Promotora: Marie Brizard

Data: de 25 a 28 de novembro de 2012

Local: Bordeaux - França

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

CONCURSO PAN AMERICANO DE SOMMELIERS - BRASILEIRO ENTRE OS MELHORES

O 2º Concurso Pan-Americano de Sommeliers, realizado esta semana no Hotel e Spa do Vinho Caudalie, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves (RS), elegeu o brasileiro Tiago Locatelli, do restaurante Varanda Grill em São Paulo, como um dos 3 primeiros colocados no ranking da competição das Américas. A vencedora, Veronique Rivest, canadense e sommelier do restaurante Chelsea em Quebec, se classificou para o Concurso Mundial de Sommeliers, que ocorre em 2013 no Japão. E, em terceiro lugar, o americano Ian Caubl, atualmente em Nova York. Os vencedores foram agraciados com garrafas de Moët & Chandon , champagne oficial da competição.
 
 
Foram 24 sommeliers de 12 países competindo no concurso que pode ser comparado à Copa América do Serviço de Vinho, promovida pela Associação Brasileira de Sommeliers (ABS), Associação Internacional de Sommeliers (ASI) e Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin).
 
 
 
Sommelier brasileiro Tiago Locatelli, em plena ação (Foto Orestes Andrade Jr)
 
 “Realizamos este concurso no berço da vitivinicultura brasileira em um local elegante e refinado como merece a profissão de sommelier”, afirma Danio Braga, presidente da ABS. 
 
 O 1º Concurso Panamericano de Sommeliers, realizado há três anos, em Buenos Aires, teve uma mulher como vencedora: Elyse Lambert, do Canadá, que trabalha no XO Restaurante do St James Hotel, em Montreal. Neste concurso, os dois brasileiros ficaram bem colocados, Guilherme Corrêa, da Decanter, ficou em terceiro lugar e Tiago Locatelli foi o quinto. O melhor sommelier do mundo, Gerard Basset, também esteve presente no concurso. 

  
 

Os três melhores sommeliers do concurso - Ouro - Veronique Riveste (centro), Prata - Tiago Loxcatelli (direita)
e Bronze - Ian Cauble (esquerda0(foto Orestes Andrade Jr)
 
 SOBRE A MOËT & CHANDON
 
Moët & Chandon é o champagne do sucesso e glamour desde 1743. Conhecida por suas conquistas, estréias e por seu lendário espírito pioneiro, Moët & Chandon é a Maison que apresentou o champagne ao mundo. Sinônimo das mais veneradas tradições e dos mais modernos prazeres, Moët & Chandon vem celebrando por quase 270 anos os momentos mais triunfantes com grandiosidade e generosidade.
 
 Desde 1989, Moët & Chandon tem sido o parceiro inseparável da Association de La Sommellerie Internationale – Associação Internacional de Sommeliers – e do Concurso Mundial de Sommeliers. É um forte compromisso que caracteriza o envolvimento com o trade no intuito de encorajar o desenvolvimento da profissão de sommeliers em todo o mundo.
 

VINHO BRASILEIRO - MAIS SEIS MEDALHAS DE PRATA NA ALEMANHA

Quando comecei a estudar o vinho brasileiro há décadas passadas era dificil provar um rótulo que realmente prestasse. Me lembro que há 50 anos, vinhos bons eram Granja União, Georges Aubert e algum outro garimpado com muita paciência. Na década de 1980 a situação começou a mudar para, finalmente, na década de 1990, acontecer o grande salto.
 
Escrevi muito sobre os bons vinhos brasileiros, não por ouvir falar, mas por visitar vinhedos e adegas brasileiras, da mesma forma que o fiz mundo afora. Quem conhece, estabelece parâmetros técnicos de comparação. Isso alimentava intermináveis conversas e discussões com os saudosos Saul Galvão e Sergio Paula Santos, e nos ajuda nas conversas com outras autoridades que estão de taça na mão por ai.
 
Eu recebo dezenas de comunicações por dia e avalio o grau de desconhecimento de uma pessoa ´pelo padrão de crítica que faz. Há 20 anos passados era moda meter o pau no vinho brasileiro, hoje, diante da aprovação internacional através de mais de mil premiações de relevo, da opinião positiva de uma Jancis Robinson, da participação de um Michel Roland, as posturas mudaram, a menos das pessoas pequenas e ignorantes de vinho.
 
Vem bem a calhar, a notícia que segue.
 
Os vinhos e espumantes brasileiros acabam de trazer da Alemanha mais seis Medalhas de Prata, ampliando o ranking de premiações internacionais. Desta vez foi no Concurso MundusVini International Weinakademie, realizado de 24 a 26 de agosto e de 31 de agosto a 02 de setembro em Neustadt, na Alemanha. As 6.019 amostras inscritas no evento foram avaliadas por 300 degustadores de 46 países.

Para o diretor da Associação Brasileira de Enologia (ABE), enólogo Juliano Perin, que esteve representando o Brasil no concurso, o grande destaque ficou por conta da organização do concurso, que seguiu o estilo germânico. "O serviço do vinho foi impecável, de primeira linha. O evento cumpria rigorosamente o horário, dando um intervalo ideal entre as amostras, de forma que possibilitasse ao degustador todo o tempo necessário para a correta apreciação e avaliação do vinho”, destaca. Perin comenta, ainda, que a agilidade na tomada de decisões foi determinante para o sucesso do evento.

Realizado em dois finais de semana, o concurso foi marcado pelo grande número de amostras, o que levou os organizadores a montar júris diferentes para cada período e também oportunizou a degustação de vinhos e espumantes por países, uma característica particular do evento.

 Premiações com Medalha de Prata

Casa Valduga Espumante Reserva Brut 2009- Casa Valduga Vinhos Finos

Casa Valduga Raízes Sauvignon Blanc 2012 - Casa Valduga Vinhos Finos

Famiglia Zanlorenzi 70 anos Tinto 2009 - Famiglia Zanlorenzi

Garibaldi Espumante Moscatel - Cooperativa Vinícola Garibaldi

Garibaldi Espumante Primicias Brut - Cooperativa Vinícola Garibaldi

Miolo Miléssime Brut - Miolo Wine Group

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

SALVAGUARDAS - FIM DAS INVESTIGAÇÕES OFICIAIS

 
A circular n° 54 do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, transcrito a seguir, é uma "pá de cal virgem" sobre o defunto das Salvaguardas, uma vez que encerra as investigações que poderiam dar suporte àquela excrescência burocrática.

Se não tivesse sido puvlicada essa circular, estaríamos sob risco de ver  empurrada guela abaixo do segmento do vinho no Brasil, um dispositivo re´rógrado e que remonta aos tempos da ditadura militar.

CIRCULAR Nº 54, DE 22 DE OUTUBRO DE 2012

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR
SECRETARIA DE COMÉRCIO EXTERIOR
DOU de 23/10/2012 (nº 205, Seção 1, pág. 58)
 
A SECRETÁRIA DE COMÉRCIO EXTERIOR DO MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR, nos termos do Acordo sobre Salvaguardas, aprovado pelo Decreto Legislativo nº 30, de 15 de dezembro de 1994, promulgado pelo Decreto nº 1.355, de 30 de dezembro de 1994, de acordo com o disposto no art. 3º do Decreto nº 1.488, de 11 de maio de 1995, tendo em vista o que consta do Processo MDIC/Secex 52000.020287/2011-59 e considerando o requerimento do Instituto Brasileiro do Vinho - Ibravin, da União Brasileira de Vitivinicultura - Uvibra, da Federação das Cooperativas do Vinho - Fecovinho e do Sindicato da Indústria do Vinho do Estado do Rio Grande do Sul - Sindivinho, decide:
 
 
TATIANA LACERDA PRAZERES
 
 

terça-feira, 23 de outubro de 2012

QUEDA DAS SALVAGUARDAS - UMA VERGONHA A MENOS PARA O VINHO BRASILEIRO


Quando fui informado da existência de uma corrente dentro de institutos e associações brasileiros de vinho fiquei realmente decepcionado com as pessoas que levantavam a bandeira das salvaguardas ao vinho brasileiro. Pessoas dinâmicas e com atuação coerente passaram a agir como cegos burocratas.
 
Quem estuda profundamente o vinho brasileiro e o mercado doméstico de vinho sabe que esse tipo de artificialismo não só não ajuda em nada, como atrapalha e muito. Justificavam os que ousaram defender essa excrescência política que havia muito vinho nacional encalhado na vinícolas.

Ora, a maior parte desse encalhe era de vinhos rascantes elaborados com uvas híbridas americanas que, num país mais sério, teria sido atirado fora. Depois, o problema do vinho brasileiro seria centrar esforços nos vinhos finos e direcionar as uvas não viníferas para a elaboração de suco e essências. Nunca, mas nunca mesmo, criar problemas para os vinhos importados pensando em desovar um mar de zurrapas intragáveis.
 
Mas o proceeso foi andando, insensível às críticas incisivas e generalizadas no meio jornalístico especializado. Os líderes dessa palhaçada fingiam que não estava ocorrendo nenhuma reação negativa... Mas sabiam da artificialidade da iniciativa!
 
Recentemente, no programa Imagem do Vinho Brasileiro, numa palestra dada por um diretor do Ibtavin, mesmo sabendo que eu estava na platéia e sou viceralmente contra essa iniciativa, defendeu a causa idiota e ainda proferiu palavras grosseiras contra jornalistas da oposição (como eu ali presente!).
 
Mas, a verdade pode tardar, mas não falha. Agora, produtores,importadores e distribuidores de vinho se sentaram à mesa de discussão e fecharam um acordo que levará ao arquivamento esse proceeeso que já havia ido longe demais. Não haverá mais imposição de salvaguardas ao vinho importado. 
 
Adicionalmente, os revendedores acabaram se comprometendo com ações para aumentar o consumo de vinho brasileiro, tarefa que não pode ser cobrada de forma simplista somente desses empresários. O governo nunca faz a sua lição de casa e está na hora de trabalhar pelos vitivinicultores brasileiros, através de uma reclassificação fiscal do vinho que venha a desonerá-lo da carga tributária leonina.

As associações de importadores e revendedores ficaram comprometidos  em evitar importações de vinhos de preços aviltantes que venham a provocar concorrência desleal no mercado brasileiro. Está em discussão um valor mínimo por caixa de vinho autorizado a entrar no país. É só comprar alguns rótulos do italiano Lambrusco ou do "vinho tinto fino" genérico argentino, para ver que aa importações desses produtos acreditaram na incapacidade do consumidor brasileiro de distingui essas zurrapas de vinhos honestos.

Os produtores nacionais abriram mãode mendigar novas barreiras tarifárias ao vinho importado, mas perderam a chance de brigar por uma disciplina no mercado brasileiro, ou seja, todo vinho para swer comercializado deveria responder a critérios técnicos e analíticos. Esse é o verdadeiro caminho para limpar o mercado brasileiro de vinhos mal elaborados ou adulterados que vêm de fora ou que são produzidos internamente.

Livres das salvaguardas, produtores, importadores e governo deveriam lançar-se a um projeto efetivo para estabelecer qualificação técnica dos vinhos autorizados a trabalhar no mercado doméstico e para disciplinar seus canais de  comercialização.
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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

MIOLO WINE GROUP - UMA GIGANTE BRASILEIRA (1)

A maioria dos apreciadores de vinho no Brasil praticamente viu o nascimento e o crescimento explosivo da Miolo.  Um dos fatores desta rápida expansão, creio eu, foi que no caso da Miolo não havia a tradição de copiar os "conhecimentos" de um "nono" ou um "bisnono".

Num curto espaço de tempo, a Miolo cresceu e consolidou-se no mercado brasileiro de vinhos finos. Embora a família trabalhasse na viticultura desde 1897, duas gerações recentes lançaram-se na produção comercial somente de vinhos finos, isso a partir da década de 1990. O primeiro vinho da marca Miolo foi um Merlot produzido com as uvas do Vale dos Vinhedos, sede da empresa.
 



Em 2006, as partes da Miolo passaram a formar um sólido grupo, o Miolo Wine Group, que hoje reúne um portfólio com mais de 100 produtos elaborados a partir de parcerias nacionais e internacionais. O grupo já possui sete projetos em seis regiões vitivinícolas brasileiras: Vinícola Miolo (Vale dos Vinhedos, RS), Seival Estate (Campanha, RS), Vinícola Almadén (Campanha, RS), RAR (Campos de Cima da Serra, RS), Lovara Vinhas e Vinhos (Serra Gaúcha, RS), Bellavista Estate (Campanha Gaúcha-RS) e Vinícola Ouro Verde (Vale do São Francisco, BA).




Além disso, selou sua participação no cenário internacional com seis acordos de joint ventures com empresas estrangeiras: Costa Pacífico (Chile), Osborne (Espanha), Los Nevados (Argentina), Henry Marionnet (França), além das vinícolas Podere San Cristoforo e Giovanni Rosso (Itália).

Assim, a Miolo nasceu sob a cultura dos vinhos finos ou vinhos de castas viníferas. Com o esforço de encontrar a melhor qualidade para cada patamar de sua pirâmide de níveis comerciais de vinho, a Miolo ganhou a aprovação dos vários padrões de consumidores nacionais e o respeito pelos seus ícones entre consumidores de outros países.

Hoje, após 20 anos, o Miolo Wine Group, está na liderança do mercado nacional de vinhos finos entre as vinícolas brasileiras, com cerca de 40% de market share, e é referência em qualidade. Está entre as principais produtoras de espumantes, com participação de cerca de 15% no mercado. As empresas do grupo elaboram 12 milhões de litros de vinhos finos.

A Miolo lídera a exportação nacional de vinhos finos e os seus produtos estão presentes em mais de 30 países. O fortalecimento no mercado internacional não é retratado apenas pelo crescimento das vendas, mas também pelos locais em que é possível adquirir os vinhos da empresa. Trata-se da 1ª vinícola brasileira a listar um vinho no Buddha Bar, um dos mais charmosos points de badalação de Londres.
 



A empresa também tem colocado seus produtos em cartas de restaurantes internacionais famosos, como o Benares, em Londres, CN Tower, no Canadá, e no Hotel Le Meridien, em Dubai. O fortalecimento da presença em pontos sofisticados conhecidos mundialmente é uma das estratégias da Miolo para aumentar sua atuação no exterior e agregar valor a sua marca.

No ano passado, inovou mais uma vez ao ser a primeira vinícola brasileira a ter uma loja própria e vinhos na China, em parceria com o seu importador local.

Nos últimos dez anos, a Miolo Wine Group vem investindo em expansão da produção, tecnologia de ponta, mudas importadas, instalações e equipamentos de última geração. 

domingo, 21 de outubro de 2012

VINHO BIODINÂMICO BRASILEIRO - EM SANTA CATARINA COM SUSTENTABILIDADE


Sustentabilidade é uma palavra imperativa e indispensável para um planeta que está abrigando nada mais nada menos do que 7 bilhões de seres humanos, infelizmente, seus maiores pedradores.
O que vem a ser sustentabilidade?

A sustentabilidade é um foco de carater sistêmico, englobando condições relacionadas com a manutenção dos aspectos culturais, sociais, ambientais e econômicos.

Dentro desse contexto, a vitivinicultura catarinense forma um universo ainda em evolução para condições gerais efetivas de sustentabilidade e, dentro dele, já é possível destacar alguns participantes com grande avanço na questão.
Uma das formas de se trabalhar uma vinícola na direção da sustentabilidade ambiental é abandonar as práticas tradicionais de viticultura química e avançar para a agricultura orgânica ou, mais sofisticada ainda, para a agricultura biodinâmica.

Nas boas condições climáticas oferecidas pelas altitudes catarinenses podem ser identificadas áreas promissoras para a aplicação da agricultura orgânica e da biodinâmica.
Aproveitando-se dessas potencialidades, vem trabalhando o engenheiro agrônomo e enólogo Jefferson Sancineto Nunes, um especialista vitivinícola, na condução dos vinhedos da jovem e pioneira Vinícola Santa Augusta, nos altos de Videira (11.04 ha) e de Água Doce (5,53 ha).  


A Vinícola Santa Augusta (VSA) é comandada pelas primas Taline e Morgana De Nardi, que em outubro de 2010 receberam do Jefferson a idéia de iniciar  a reconversão dos vinhedos das duas propriedades para o manejo biodinâmico, uma vez que a VSA já vinha trabalhando nos seus vinhedos com tratos culturais de natureza orgânica.
Havia um conceito firmado no segmento vitivinícola de que a biodinâmica seria um maneja que não iria funcionar nas condições genéricas brasileiras.

As proprietárias da VSA vinham implantando a preparação dos vinhedos para a máxima interpretação de cada um dos dois terroirs, com produção equilibrada de uvas de alta qualidade para produção de vinhos de alta gama.

Em 2011, como parte da sustentabilidade da viticultura implantada, deram início aos trabalhos da reconversão dos vinhedos para a filosofia biodinâmica, fazendo a aplicação do preparado PB-500 (chifre-esterco) com o objetivo claro de revitalizar os solos no outono e na primavera.
A poda seca, o desbrote, a desfolha, a remoção de feminelas, a desponta, a aplicação do preparado PB-501 (chifre-sílica) enfim, todos tratos culturais do vinhedo  foram conduzidos dentro do período ideal marcado pelo calendário biodinâmico.

Para o tratamento preventivo contra as doenças fúngicas foram feitas pulverizações regulares com o uso de chá de cavalinha e, depois, com o emprego do sulfato de cobre, produto milenar, natural, que tem aplicação autorizada na viticultura biodinâmica.
Durante todo o ciclo vegetativo do vinhedos o solo entre plantas foi mantido limpo por meio de capinas manuais, e a reação das videiras acompanhada minuciosamente para identificar qualquer problema.

Outro aspecto fundamental vem da sustentabilidade social que diz respeito ao pessoal diretamente envolvido e as pessoas das circunvizinhanças. A compreensão e o engajamento na causa da biodinâmica constroem o corpo social da filosofia, reunindo esforços dos proprietários, funcionários, vizinhos e clientes. Por exemplo, quem está dinamizando um preparado deve cuidar de trabalhar com  quantidades, condições, diluição e mistura corretas a fim de não gerar problemas de impacto.
Em termos de sustentabilidade ambiental a questão fica muito clara pela redução significativa dos fungicidas e pela eliminação do uso de herbicidas desde o início da reconversão e para todo o sempre, elementos químicos de alta agressividade contra o ambiente e nocivos para o próprio homem.


Em março deste anos foi feito um acompanhamento das uvas ainda não totalmente maduras e os parâmetros técnicos apresentaram-se muito bons. Um vinho de teste elaborado em junho com as castas Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc, desenvolveu sua fermentação alcoólica com cinétca de fermentação bem regular, ausência de pirazina e aroma bem frutado. O vinho mostrou grande estrutura, taninos de qualidade, cor muito intensa.
Com esses predicados preliminares é possível antever-se o primeiro biodinâmico brasileiro como um vinho de alta gama que, certamente, esbanjará sustentabilidade econômica!

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

MARIA VALDUGA - UMA RAINHA DOS ESPUMANTES BRASILEIROS

Esta pérola de espumante foi resultante da vindima de 2006, com composição de 80% de Chardonnay e 20% de Pinot Noir, uvas colhidas no Vale dos Vinhedos (terroir apropriado para espumantes), vinhedos cultivados em espaldeira simples, poda em cordão esporonado e carga total de 60.000 gemas nas 4.000 videiras por hectare, com tratos culturais que seguiram as práticas mais adequadas para a obtenção de alta qualidade, ou seja, desbrota, desponta, desfolha na região dos cachos, raleio de cachos para a redução da produtividade por pé. Com essas uvas de alta qualidade processou-se a vinificação obedecendo aos critérios do método tradicional.


 
Elaboração do vinho base
 
Os cachos de uva resultantes de uma viticultura exigente, ainda passam por uma última seleção e, depois desta, sofrem prensagem direta e separação do mosto flor (50%). Seguem, limpeza estática do mosto, aplicação de leveduras selecionadas Saccaromyces Cerevisiae para fermentação alcoólica sob temperatura controlada entre 15 e 16° C, estabilização tartárica e filtração.
 
Tomada de espuma
 
É feita a inoculação de leveduras selecionadas no vinho base e parte-se para o engarrafamento, que ocorre com a adição do licor de tiragem. A segunda fermentação transcorre dentro da garrafa sob temperatura controlada no nível dos 12°C. A maturação é conduzida por 48 meses dando lugar a uma autólise mais completa das leveduras, ponto fundamental para resultar as bolhas minúsculas do espumante. A remuage em pupitres garante a limpeza dos acúmulos de resíduos das paredes da garrafa, conduzindo-os para a região do pescoço, assim preparando as condições ideais do degórgement. Após este, adiciona-se o licor de expedição, coloca-se a rolha com sua gaiola, veste-se a garrafa com rótulos e paramentos.


 
Apreciação
 
Visão: espumante de corpo cristalino, límpido e brilhante, cor amarelo palha, perlage intenso, bolhas finíssimas e persistentes que alimentam uma generosa coroa na superfície.
 
Olfato: a lenta maturação deste espumante formou aromas complexos, intensos e elegantes, exibindo notas de pêras em calda sobre toques de maçã cozida. Estão salientes traços amanteigados de brioche e leve tostado de panificação.
 
Paladar: um crescimento incisivo sobre a língua, espalhando cremosidade com bom preenchimento da boca, acidez equilibrada com ótimo e agradável frescor, sabores de compotas de frutas brancas e um amanteigado de panificação fina. Persistente e com agradável retrogosto.
 
 
Características gerais
Álcool: 13%
Acidez total: 5,90g/l (ácido tartárico)
Acidez volátil: 0,33 g/l (ácido acético)
Açúcares totais: 8 g/l (glicose)
pH: 3,13
Pressão:5,8 kgf/cm2
Conclusão:

Um excelente espumante brasileiro que, facilmente, suplanta muitos espumantes produzidos na Champagne.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

ABE - ASS. BRAS. DE ENOLOGIA REALIZOU ELEIÇÃO 2.012

A Associação Brasileira de Enologia (ABE) dá início ao processo de escolha do enólogo que será homenageado com a distinção Enólogo do Ano 2012. Os associados têm uma semana para eleger o colega de profissão que se destaca e contribui para setor em sua atividade profissional. A votação iniciou terça-feira, 09, e seguiu até a última segunda-feira, dia 15. A homenagem será prestada durante jantar alusivo ao Dia do Enólogo que acontecerá no dia 19 de outubro, na Vinícola Lovara, em Bento Gonçalves.
A distinção foi criada pela ABE em 2004 com o objetivo de enaltecer o profissional, que durante sua vida, soube conduzir seu trabalho, não só qualificando o vinho, mas aportando ao mundo do vinho algo a mais. Desde a primeira edição, já foram homenageados oito profissionais de enologia. Como parte da homenagem, a entidade premia o enólogo que obtiver a maior votação com uma viagem à Europa, para visitar uma feira do setor vitivinícola, de modo a ampliar e atualizar seus conhecimentos.
 
Enólogos já homenageados nos anos anteriores
Enólogo do Ano 2004 – Antônio Czarnobay
Enólogo do Ano 2005 – Gilberto Pedrucci
Enólogo do Ano 2006 – Firmino Splendor
Enólogo do Ano 2007 – Adriano Miolo
Enólogo do Ano 2008 – Ismar Pasini
Enólogo do Ano 2009 - Nauro José Morbini
Enólogo do Ano 2010 – Lucindo Copat
Enólogo do Ano 2011 – Daniel Dalla Valle

terça-feira, 16 de outubro de 2012

ESPANHA - VARIETAL DA QUASE EXTINTA CAIÑO BLANCO

Vinicola Terras Gauda conseguiu licenciar sua terceira patente obtida pela CISC e cientistas do importante instituto italiano Centro di Ricerca per l'Enologia de Asti como resultado do progresso efetivado em um projeto de pesquisa para incrementar a personalidade e firmar a singularidade dos seus vinhos, tornando-se a unica vinicola da Espanha a ter ereconhecidas tres patentes.

Terras Gauda mais uma vez agiu com pioneirismo para garantir a selecao de um micro-organismo especifico para as uvas  Caiño Blanco o qual foi certificado geneticamente através de teste do DNA para assegurar a produção de vinhos únicos. O departamento técnico da vinícola usar´pa o micro-organismo para conduzir fermentação maloláctica parcial, que permitirá o controle natural desse processo e auxiliar na redução da acidez, conduzindo para a maciez do vinho e a intensificação do sabor sem sacrificar o carater único da variedade ou alterar o resultado final.

O micro-organismo láctico ecotípico foi isolado das uvas Caiño Blanco na Vinícola Terras Gaudia e o teste genético e a seleção foram executados em um centro italiano depois de um ano de pesquisa para assegurar que isso sirva perfeitamente ao seu propósito na fermentação malolática. A caracterização genética da variedae de uva patenteada permitirá que ela sejam cultivadas e utilizadas exclusivamente  pela vinícola para produzir o vinho La Mar (Caño Blanco).
 
O diretor técnico da Terras Gauda, Emilio Rodriguz Canas, trabalhou em equipe com os cientistas Alfonso V. Carrascosa e Adolfo J. Martinez, do Food Sciences Research Institute, o Joint Operations Center and the Autonomous University of Madrid, tanto quanto os pesquisadores do Centro di Recerca per L'Enologia de Asti (Italia), liderados pelo Dr. Emilia Moruno, representante italiano na OIV.

O licenciamento da patente representa um passo sifnificativo na direção de recuperar a variedade Caiño Blanco, que atualmente está praticamente desaparecida, sendo ela a menos produtiva das variedades nativas. A Vinícola O Rosal produz 95% desta uva plantada no DO Rias Baixas: cerca de 25 hectares que se emprega na criação do La Mar, o único vinho no mercado elaborado desta variedade, comercializado em 6.700 garrafas na primeira colheira e 20.000 garrafas na segunda.
 
Desde a sua fundação em 1989, a Terras Gauda trem se destacado na liderança no desenvolvimento de pesquisa em estreita colaboração com o mundo da ciência e o mundo dos negócios, o que tem possibilitado importantes avanços na área de P&D, com aplicação objetiva de conhecimento científico nos projetos de negócios.
 

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

VINAGRE - UM EQUÍVOCO A SER CORRIGIDO

No Brasil tradicionalmente as coisas são banalizadas e as verdades distorcidas para engendrar esquemas de se fazer dinheiro fácil. Em qualquer lugar civilizado do mundo, o vinho tem tratamento adequado que o diferencia das bebidas vendidas na forma de destilados. Vinho aqui é tratado como cachaça e outros quetais.

Falando de vinagre, na minha longínqua infância, vinagre era elaborado a partir de vinho. Mas a legislação brasileira abriu precedentes e permitiu a deformação do produto autorizando a fabricação sob este rótulo de compostos que em nada colaboram cam a saúde pública.
 
Para proteger os produtores de vinhos comuns, apropriados para a elaboração de vinagres honestos (não químicos) e para defender a saúde dos consumidores, a legislação deveria ser revista e o vinagre deveria voltar a ser vinagre naturalmente elaborado a partir de vinho. Seria uma destinação dignificante para os vinhos feitos de uvas híbridas americanas, problema crucial para a vitivinicultura brasileira.
 
Me parece que essa triste realidade está começando a ser modificada para situações melhores.
Foto: Orestes de Andrade Jr.
O vinagre deve respeitar a uma nova legislação desde sábado, dia 6/10/2012. A Instrução Normativa nº 6 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Mapa) promoveu mudanças nas nomenclaturas e extinção de alguns tipos de vinagre, como a escrescência do “vinagre escuro”, que adicionava caramelo para imitar o legítimo vinagre de vinho tinto. Para se ter uma ideia do reflexo da medida, o vinagre de álcool escuro (bela falcatrua) era dono de aproximadamente 45% do mercado, com fatura de cerca de R$ 240 milhões por ano.

Outro produto proibido a partir de agora é o vinagre químico misto (agrin), produto que era feito de álcool de cana de açúcar com vinho tinto. O álcool de cana-de-açúcar contém entre seus alcoóis componentes, alcoóis inferiores que causam dor de cabeça e outros males à saúde. Os vinagres escuros e agrin são donos de mais de 50% do mercado hoje, isto é, mais de 100 milhões de litros.

As medidas ainda determinam que todos os vinagres de álcool que tenham a adição de algum produto sejam identificados pelas expressões “colorido” e/ou “aromatizado” ( a lei dando vazas para as falcatruas!). A norma também proíbe o uso na rotulagem de expressões não regulamentadas como artesanal, caseiro, familiar, reserva, gran reserva, premium, entre outras. “A partir de agora, vinagre escuro, só aqueles produzidos com vinho tinto”, afirma o diretor-executivo da Associação Gaúcha de Vinicultores (Agavi), Darci Dani. “O problema é que o consumidor era levado ao erro, comprando vinagres escuros artificialmente coloridos com caramelo e com quase nada de vinho”, explica.

A legislação define, agora, que os vinagres de álcool puros, que são coloridos artificialmente, não podem mais ter grandes adições de corante, justamente para não ser confundidos com o vinagre de vinho tinto. Eles deverão ser chamados de vinagre de álcool colorido. “As novas regras estabelecem padrões de identidade e qualidade aos vinagres produzidos no país”, destaca Marcelo Cereser, diretor da Associação Nacional das Indústrias de Vinagre (Anav). “Quem ganha é o consumidor, que terá vinagres mais aromáticos e naturais, ou seja, produtos mais elaborados e sofisticados”, acrescenta. “O vinagre de vinho é mais nutritivo e traz mais benefícios à saúde das pessoas”, afirma.

Dentro ainda das modificações de nomes, o produto que hoje é conhecido como de vinagre de álcool com ervas finas, passa a ser identificado como vinagre de álcool aromatizado com ervas finas. O mesmo vai ocorrer com os de hortelã e alho. Os vinagres que levam adição de algum suco, como é o caso do limão, deixam de ser chamados de vinagre de álcool com limão e passam a vinagre de álcool composto aromatizado de limão. Os que são feitos com base em maça, por exemplo, serão chamados de vinagre de fruta. “A expectativa é aumentarmos de 25 a 30 milhões de litros de vinhos tinto e branco por ano destinados à elaboração de vinagres no Brasil”, projeta Cereser.
 

sábado, 13 de outubro de 2012

HUNGRIA - SOBRE OS PUTTONIOS DE UM NÉCTAR

Era uma bela manhã de outubrio e o abafado calor do verão euriopeu já dava os primeiros sinais e prometia as primeiras chuvas. No ar sentia-se o prenúncio de dias outonais mais frescos e ventilados, cam as folhas avermelhadas começando a tomar conta da paisagem.
 
A beira da estrada uam placa bem tosca indicava Tokaj-Hegyalija. Busquei nos meus parcos conhecimentos de húngaro, assimilados em um mosteirio de Buidapest e consegui traduzir a indicação: Sopés de Tokai. Tomei a trilha e tive que caminhar muito.


Vinhos hungaros, inclusive os nectares Tokay.
 
Parei várias vezes para recobrar as forças e para roer o naco duro de pão que havia trazido. Subi pelas encostas de Oremus até a entrada do castelo do príncipe da Transilvânia, onde esperava tomar um banho na grande tina de água fria. No outro dia acompanharia a colheita das uvas da princesa Zsuzsanna.

Na entrada, estava à minha espera o pastor e vinhateiro particular da princesa, Laczkó Szepsi que, apreensivo, mal cumprimentou e foi logo grunhindo: “Seja bem vindo...vamos nos apressar...temos que nos proteger”.

Estávamos nas alturas de outubro de 1630 e uvas bem maduras davam vida aos belos parreirais das encostas de Oremus. O pastor estava afobado e subimos acelerados, ele falou baixinho: “Temos problemas para colher uvas amanhã.”

Após lavar-me e tirar o grosso pó acumulado durante a viagem, taça de vinho na mão, fiquei sabendo do iminente ataque de hordas turcas. Szepsi conhecia bem estas ações que saqueavam estoque de vinho dali para comercialização em outras plagas. Com poucas palavras convenceu os patrões a não colher uvas até passar a ameaça. Os objetos valiosos e os mantimentos vitais foram levados ao abrigo subterrâneo, cujo acesso era muito bem camuflado. Dias depois, o vigia desce dos altos da elevação de Oremus e dá conta da aproximação dos invasores turcos. Simulamos abandono da casa e escondemo-nos no abrigo.

 

 


Fazia já quase cento e cinqüenta anos que os turcos dominavam as terras ao centro e ao sul da Hungria, ficando apenas a magra fatia da Transilvânia sob relativa independência, mas que não ficava livre das incursões dos dominadores. Os turcos chegaram, vasculharam todos os cômodos do castelo mas, não encontrando vinho ou pertences de valor, rumaram para outras propriedades.

Mal a poeira assentou, saímos do esconderijo, verificamos que vinhedos ficaram intocados porque o aspecto dos cachos de uva supermadura não animaram aos turcos. As uvas, Algumas já murchas, estavam desidratadas (em húngaro, Aszú), com a aparência da passas, o que deixou a impressão de que a safra estava perdida. Muito se discutiu, mas, após eu ter insistido que a minha longa viagem ficaria sem sentido, ficou resolvido que as uvas seriam vinificadas assim mesmo. O maior argumento foram as anotações antigas de Szepsi com relatos de que, sessenta anos atrás, em 1571, um agricultor da região, Máté Garay havia entregue a seu irmão János 52 cartolas de vinho elaborado de uvas desidratadas.

Sem detalhes do processo, improvisamos. Em uma velha tina de madeira, acumulamos as uvas colhidas até o preenchimento total. Surpresa! Pelas frestas do fundo da tina começou a verter, pelo peso das uvas, um mosto que coletamos numa tina menor. Era um suco grosso que lembrava um xarope.

Com uma velha verruma, Szepsi fez perfurações no fundo da pipa e conseguiu drenar mais e mais mosto denso. Com uma pisa sobre o monte de uvas, mais xarope escorreu na parte inferior, mosto que foi batizado de Esszencia e deixado a fermentar. Pelo altíssimo conteúdo de açúcar a fermentação foi extremamente lenta. As uvas pisadas formavam uma pasta que o sisudo Szepsi decidiu usar para enriquecer vinhos secos.
 



Jantar hungaro na antiga Sociadade Brasileira dos A migos do Vinho.
 
Apanhou uma caixa de madeira usada para colher uva e preencheu com cerca de 25 kg da pasta, porção quepara facilitar passou a se chamar 1 puttony. Colocou vinho seco em seis tinas e adicionou diferentes doses de pasta, obtendo seis amostras equivalentes a adição de 1, 2, 3, 4, 5 e 6  puttonios. Estas foram deixadas macerando por alguns dias e depois de prensadas, foram colocadas em seis gönc (cartola de carvalho de 136 litros) para sofrer fermentação natural.

Após semanas de espera para que se completasse a fermentação, passamos à degustação dos vinhos Aszu (de uvas desidratadas). As duas primeiras não apresentaram grandes diferenças e foram superadas amplamente pela amostra com 3 puttonios, um básico digno de prova. A partir daí, 4, 5 e 6 puttonios ofereceram uma evolução nítida de predicados bem diferentes. Formaram o grupo dos Aszu 3, 4, 5 e 6 puttonios.

Szepsi ainda fez amostra com 8 ou mais puttonios  e a prova indicou que a de 8 seria o máximo de adição e o seu vinho seria Aszu Esszencia.

Aproximou-se então uma linda cigana com uma taça deste último vinho, olhos negros, vinho rubro, eu não sabia se admirava a beleza da moça ou o néctar que ela trazia, ou se agarrava ambas, taça e cigana. Alguém me empurrava o ombro, insistentemente. Vou ou não vou, pensei. Exausto pela dúvida, o desagradável cutucar no ombro... acordei, estava na degustação da Vinho & Cia. Só ouvi o Régis Gehler falar:

- Professor...pro-fe-ssor! Qual a sua nota para a amostra oito???

 

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

VINHO BRASILEIRO VOLTA AO CANADA

 
Os vinhos brasileiros voltarão a marcar presença nas lojas da Liquor Control Board of Ontario (LCBO), o monopólio estatal que controla a importação, comercialização e distribuição de bebidas alcoólicas na província de Ontário, a mais importante do Canadá. O Monte Pascoal Frisante, da Basso Vinhos e Espumantes, de Farroupilha (RS), foi selecionado na última licitação da LCBO e estará à venda a partir do próximo mês de maio. A compra inicial foi de 400 caixas do produto. Esta foi a grande novidade do primeiro dia de roteiro por Canadá e Estados Unidos, de 9 a 16 de outubro, do Wines of Brasil, projeto realizado em parceria entre o Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), com apoio do Ministério das Relações Exteriores (MRE). A comitiva dos vinhos brasileiros ainda passará por Nova Iorque, Miami e Dallas.

“A presença de um vinho brasileiro nas lojas da LCBO, especialmente na capital da província, Toronto, e na capital do país, Ottawa, não é inédita, mas reabre as portas do maior mercado canadense para os nossos rótulos”, comemora a assistente de Promoção Comercial da Wines of Brasil, Bárbara Ruppel, que ao lado do gerente de Marketing do Ibravin, Diego Bertolini, lidera a missão aos dois principais países da América do Norte. O gestor de Projetos da Apex-Brasil, Marcos Soares, também participou do evento. A LCBO é o maior comprador de bebidas alcoólicas do mundo, dona de 50% do mercado de bebidas alcoólicas da província de Ontário, cuja população é de aproximadamente 13 milhões de pessoas.
 

 
Nove vinícolas brasileiras – Aurora, Basso, Geisse, Lidio Carraro, Miolo, Pizzato, Salton, Villagio Grando e Vinibrasil – participaram da “Master Class” (palestra com degustação) promovida no Park Hyatt Toronto Hotel, sob a condução do escritor de vinhos canadense Charles Byers. O cônsul-geral do Brasil, embaixador Afonso Cardoso, deu as boas-vindas as cerca de 80 participantes, entre jornalistas, sommeliers, donos de restaurantes e agentes (os importadores, que podem vender somente à LCBO ou atender encomendas de restaurantes). O Consulado Geral do Brasil em Toronto deu todo suporte ao evento, que contou com a presença do comprador de vinhos da LCBO, David Cacciotolo, responsável pelas compras na categoria Vintage, uma sessão mais especializada dos vinhos vendidos pelo monopólio. Ele degustou os rótulos de todas as nove empresas que estavam no evento. Os seus preferidos foram o espumante Cave Geisse Terroir, o Moscato da Basso e o Aurora Reserva Cabernet Sauvignon, que, segundo ele, tem um ótimo custo-benefício.
 
 
P
ela manhã, David Cacciotolo recebeu a comitiva do Wines of Brasil na sede da LCBO em Toronto, que possui 620 lojas na província de Ontário. “A LCBO está aberta a receber um projeto para promoção de vinhos brasileiros”, revela Bárbara Ruppel. Segundo ela, uma nova licitação para compra de vinhos será aberta pela LCBO em dezembro. Bárbara lembra que a Miolo foi a primeira vinícola verde-amarela a entrar na LCBO, mas agora terá de participar novamente da seleção porque o estoque de seus rótulos chegou ao fim no monopólio.

 

 
Como resultado do evento, a Halpern Enterprises, agente da Vinícola Lidio Carraro, diz que um restaurante deve incluir os rótulos da vinícola butique gaúcha em breve. Esta possibilidade existe através de “private orders”, uma categoria onde o restaurante pode comprar o vinho direto do produtor, passando por um agente e pela LCBO, sem necessidade de participar de licitação. A Vinícola Geisse fez bons contatos para fechar com um agente para o Canadá.

 
Em 2011, o Canadá ficou em 7º lugar no ranking de países compradores de vinhos brasileiros das empresas associadas ao Wines of Brasil. O foco do projeto no Canadá é a promoção em duas províncias (estados) de Quebec, Alberta e Saskatchewan, controladas pelo monopólio SAQ, e Ontário, controlada pela LCBO. “O Canadá é um dos oito mercados prioritários para a exportação de vinho brasileiro fino engarrafado. Desde 2007, temos promovido os nossos vinhos e espumantes em Ontário e Quebec buscando o nosso espaço no mercado canadense”, observa Bertolini. Este foi o quinto evento consecutivo em Toronto nos últimos cinco anos.
 
Fotos de Leonardo Tenan